Inflação de São Luís foi de 0,38% em agosto, bem acima da média nacional, de acordo com o IBGE

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No acumulado do ano, capital maranhense já registra aumento de 2,44

São Luís registrou, em agosto, inflação de 0,38%, ficando acima da média nacional, que foi de 0,24%. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, cinco das 16 regiões pesquisadas apresentaram deflação. O menor índice ficou com Aracaju(-0,30%), especialmente por conta da queda no custo dos cursos regulares (-7,27%). Os demais locais com IPCA no campo negativo foram Fortaleza (-0,23%), Rio de Janeiro (-0,13%), Belém (0,04%) e Vitória (0,03%).

Na outra ponta, estão Campo Grande(1,04%), particularmente em função da alta de alguns itens alimentícios, como as carnes (6,28%) e as frutas (9,54%), os sete locais ficaram acima da média nacional (0,24%), Goiânia (0,66%), Brasília (0,58%), Rio Branco (0,54%), Recife (0,46%), São Luís (0,38%), Porto Alegre (0,33%) e São Paulo (0,31%).

Já pelo INPC, apenas dois dos 16 locais pesquisados registraram deflação, Fortaleza (-0,16%) e Aracaju (-0,23%). E dez regiões tiveram inflação acima da média de 0,36%, sendo as mais elevadas em Campo Grande (1,33%), que marcou mais que o triplo, Brasília e Rio Branco, ambas marcando quase o dobro (0,71%).

Impacto – Os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15% em agosto no IPCA. Os principais itens que influenciaram essa elevação foram o tomate (12,98%), o óleo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%) e as carnes (3,33%). Sendo que altas em componentes básicos da alimentação do brasileiro, como arroz e feijão, podem elevar a percepção de inflação nas gôndolas dos mercados.

“O arroz (3,08% em agosto) acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%. O feijão preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano e o feijão carioca, de 12,12%”, destaca Pedro Kislanov.

Por outro lado, a alimentação fora do domicílio (-0,11%) segue em queda, embora menos intensa que a do mês anterior (-0,29%).

As peças de Vestuário (-0,78%) também apresentaram deflação e foi ainda mais intensa que a registrada em julho (-0,52%). Houve quedas nos preços das roupas masculinas (-0,74%), femininas (-1,23%) e infantis (-1,46%), além dos calçados e acessórios (-0,55%).

Freio – Por outro lado o que mais segurou a inflação de agosto pelo IPCA foi a Educação (-3,47%), já que várias instituições de ensino passaram a aplicar descontos em suas mensalidades durante o período de isolamento em função da pandemia de Covid-19, em virtude da suspensão das aulas presenciais. Os preços dos cursos regulares recuaram 4,38%, sendo que maior queda foi observada na pré-escola (-7,71%), seguida pelos cursos de pós-graduação (-5,84%), pela educação de jovens e adultos (-4,80%) e pelas creches (-4,76%).

Nas despesas de casa (Habitação), no entanto, houve alta (0,36%). Os maiores impactos vieram do aluguel residencial (0,32%) e da energia elétrica (0,27%). Vale destacar ainda o aumento nos preços de alguns materiais de construção, como o tijolo (9,32%) e o cimento (5,42%), que já haviam subido em julho (4,13% e 4,04%, respectivamente).

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação