PIB do Maranhão teve queda de 5,6% em 2016 e estado mantem-se como 17ª economia do país

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A atividade da Agropecuária que teve queda em 2016

Em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas, diminuiu 5,6% no Maranhão, o que coloca no estado na 23ª posição entre os desempenhos da unidades da Federação, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, aumentou para 1,4% no PIB nacional, mas mantendo-se estacionado na mesma 17ª posição verificada desde 2010.

De acordo com o levantamento, o PIB nacional variou em volume -3,3%, com quedas em quase todas as unidades federativas, com exceção de Roraima (0,2%) e Distrito federal (0,0%). Os resultados mostraram também, pelo segundo ano consecutivo, queda para a atividade comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-6,7%), atividade importante em todas as unidades da federação, que influenciou negativamente seus resultados.

A atividade da Agropecuária que teve queda em 2016 (-5,2%), a primeira em três anos, foi também responsável pelas variações em volume negativas, principalmente nos estados em que a atividade é relevante. Os resultados de Roraima e Distrito Federal devem-se ao peso do setor governamental, que cresceu 3,3% e 0,6%, respectivamente, nestas Unidades da Federação.

Alagoas (-1,4%), Minas Gerais e Santa Catarina (-2,0%), além do Acre (-2,4%), também tiveram desempenhos melhores que o nacional (-3,3%).

Por outro lado, o menor resultado foi do Amazonas (-6,8%), influenciado pelo baixo desempenho das Indústrias de transformação (–11,9%), que têm peso de 27% na economia do estado. Também entre os menores resultados estão Piauí (-6,3%), Mato Grosso (-6,3%), Bahia (-6,2%), com contribuição importante da Agricultura.

Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), condições climáticas adversas afetaram o desempenho de importantes culturas, como o milho e a soja, cujas produções recuaram 24,8% e 1,1%, respectivamente.

Valor corrente, participação percentual, posição relativa e variação em volume do PIB das Unidades da Federação no PIB do Brasil – 2016
Unidades da FederaçãoProduto Interno Bruto
Valor corrente
(R$ 1.000. 000)
Participação
(%)
Posição relativa da variação em volumeVariação em volume
(%)
Roraima   11.011            0,2    0,2
Distrito Federal   235.497            3,8    0,0
Alagoas   49.456            0,8-1,4
Minas Gerais   544.634            8,7   -2,0
Santa Catarina   256.661            4,1-2,0
Acre   13.751            0,2-2,4
Rio Grande do Sul   408.645            6,5-2,4
Paraná   401.662            6,4-2,6
Mato Grosso do Sul   91.866            1,5-2,7
Pernambuco   167.290            2,710º-2,9
São Paulo  2.038.005          32,511º-3,1
Paraíba   59.089            0,912º-3,1
12 Unidades da Federação com variação em volume acima do Brasil  4.277.568          68,3-2,6
               Brasil  6 267 205  -3,3
Estados com variação abaixo do Brasil  1.989.637          31,7 -4,9
Goiás   181.692            2,913º-3,5
Pará   138.068            2,214º-4,0
Rio Grande do Norte   59.661            1,015º-4,0
Ceará   138.379            2,216º-4,1
Tocantins   31.576            0,517º-4,1
Rondônia   39.451            0,618º-4,2
Rio de Janeiro   640.186          10,219º-4,4
Amapá   14.339            0,220º-4,9
Sergipe   38.867            0,621º-5,2
Espírito Santo   109.227            1,722º-5,3
Maranhão   85.286            1,423º-5,6
Bahia   258.649            4,124º-6,2
Mato Grosso   123.834            2,025º-6,3
Piauí   41.406            0,726º-6,3
Amazonas   89.017            1,427º-6,8
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA.

 

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Concentração do PIB – Os cinco como maior participação no PIB do país em 2016 foram São Paulo (32,5%), Rio de Janeiro (10,2%), Minas Gerais (8,7%), Rio Grande do Sul (6,5%) e Paraná (6,4%). Juntos, eles concentravam 64,4% da economia brasileira, proporção 0,3 p.p. menor que em 2015 e 0,5 p.p menor que 2014. Essa redução foi causada pela perda de 0,8 p.p. do Rio de Janeiro em relação a 2015, acumulando baixa de 1,4 p.p. em relação a 2014.

O resultado do Rio de Janeiro foi influenciado pela queda dos preços internacionais do petróleo, atividade importante para o estado. São Paulo, por sua vez, registrou pela primeira vez crescimento de participação por dois anos seguidos na série iniciada em 2002.

Diferentemente do Rio, São Paulo foi influenciado pela recuperação do Refino de petróleo e coque, favorecido pela queda do preço do petróleo. O resultado do refino influenciou as Indústrias de transformação, que recuperaram participação na economia por dois anos consecutivos. Em 2016, Indústrias de transformação participava com 12,5%, contra 12,2% em 2015 e 12,0% em 2014.

As cinco maiores economias mantiveram suas posições desde 2002, exceto em 2013, quando o Rio Grande do Sul alternou sua posição relativa com o Paraná, mas voltou ao quarto lugar em 2014. As outras 22 unidades da federação, que representavam 31,9% do PIB nacional em 2002, passaram a somar 35,6% em 2016. O grupo também ganhou 0,3 p.p. de participação em relação a 2015.

O Mato Grosso foi o que mais ganhou participação na série (0,7 p.p.), seguido de Paraná e Santa Catarina, que avançaram 0,5 p.p. e 0,4 p.p., respectivamente. Em 2016, foram registradas alterações de posições relativas de participação no PIB em relação a 2015: a Bahia assumiu a 6ª posição, trocando com Santa Catarina, agora 7ª. O Ceará (11ª) trocou de posição com o Pará (12ª); Mato Grosso (13ª) com Espírito Santo (14ª); Mato Grosso do Sul (15ª) com Amazonas (16ª) e Rondônia (22ª) com Sergipe (23ª). Não houve mudanças entre as menores economias: Tocantins (24ª), Amapá (25ª), Acre (26ª) e Roraima (27ª).

Percentual e posição relativa do PIB das Unidades da Federação no PIB do Brasil – 2012-2016
EstadoProduto Interno Bruto
20122013201420152016
(%)Posição(%)Posição(%)Posição(%)Posição(%)Posição
São Paulo32,432,232,232,432,5
Rio de Janeiro11,911,811,611,010,2
Minas Gerais9,29,28,98,78,7
Rio Grande do Sul6,06,26,26,46,5
Paraná5,96,36,06,36,4
1ª a 5ª posição65,4 65,6 64,9 64,7 64,4 
Bahia3,83,83,94,14,1
Santa Catarina4,04,04,24,24,1
Distrito Federal3,43,33,43,63,8
Goiás2,92,82,92,92,9
Pernambuco2,710º2,610º2,710º2,610º2,710º
Ceará2,013º2,013º2,212º2,212º2,211º
Pará2,212º2,311º2,213º2,211º2,212º
Mato Grosso1,714º1,714º1,814º1,814º2,013º
Espírito Santo2,411º2,212º2,211º2,013º1,714º
Mato Grosso do Sul1,316º1,316º1,416º1,416º1,515º
Amazonas1,515º1,615º1,515º1,415º1,416º
Maranhão1,317º1,317º1,317º1,317º1,417º
Rio Grande do Norte1,018º1,018º0,918º1,018º1,018º
Paraíba0,919º0,919º0,919º0,919º0,919º
Alagoas0,720º0,720º0,720º0,820º0,820º
Piauí0,623º0,622º0,721º0,721º0,721º
Rondônia0,622º0,623º0,623º0,623º0,622º
Sergipe0,721º0,721º0,622º0,622º0,623º
Tocantins0,424º0,424º0,524º0,524º0,524º
Amapá0,225º0,225º0,226º0,225º0,225º
Acre0,226º0,226º0,225º0,226º0,226º
Roraima0,227º0,227º0,227º0,227º0,227º
6ª a 27ª posição34,6 34,4 35,1 35,3 35,6

(Com dados do IBGE)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação