Para Marcelo Tavares, candidatura a presidente “é brincadeira” de Flávio Dino

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AQUILES EMIR

O secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Marcelo Tavares, classificou de “brincadeira” a idéia de lançar o governador Flávio Dino à Presidência da República em 2022, segundo reportagem publicada neste domingo (09) pelo Jornal Pequeno. A declaração teria sido dada numa entrevista à John Cutrim, apresentador do programa Resenha, na TV Difusora, sexta-feira(08).

Desde que se reelegeu e passou a ser um dos maiores defensores da candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno da disputa presidencial e em seguida assumir o papel de crítico contumaz do presidente Jair Bolsonaro, mesmo antes dele tomar posse, Flávio Dino passou a ser apresentado como presidenciável para suceder Bolsonaro. A defesa de sua candidatura é feita tanto por simpatizantes quanto apoiadores políticos e até mesmo uma página no Facebook foi criada para propagar sua idéias para o Brasil.

Para Marcelo Tavares, no entanto, isto não passa de uma brincadeira, inventada pelo próprio governador, que estaria se preparando para disputar o Senado daqui a três anos. “Falar sobre isso agora é uma precipitação sem tamanho”, reconhece o secretário.

Antes de pensar em disputa presidencial, Flávio Dino tem duas prioridades: fazer um bom governo para lhe dar projeção nacional e evitar a perda do mandato na Justiça Eleitoral, onde será julgado pelos crimes de abuso político e econômico. Ele já está condenado em primeira instância pela juíza Anelise Reginato, da comarca de Coroatá, que cassou seus direitos políticos.

Além desta condenação, pela qual está inelegível, Dino enfrenta outras denúncias formuladas pela coligação de sua opositora Roseana Sarney (MDB). O Ministério Público Eleitoral (MPE) já deu parecer contra o governador e o caso será levado ao pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Independentemente do resultado, a ação subirá para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • Na mesma entrevista à TV Difusora  e repercutida pelo JP, Marcelo Tavares analisa a possibilidade de uma derrota de Flávio Dino na Justiça. Para ele, esta é quase zero, pois, no seu entendimento, o governador não cometeu nenhuma ilegalidade. “Eu chego a dizer que essa tenha sido, talvez, a mais limpa das eleições do Maranhão”, disse Tavares, para quem ganhar eleição no tapetão deu certo uma vez para o Grupo Sarney, em 2009, quando Jackson Lago foi afastado do cargo numa ação movida também por Roseana, que perdeu, assim como em 2018, a eleição de 2006.
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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação