Para presidente da Fiema, normalidade econômica somente após vacina para covid-19

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Para Edilson Baldez, isolamento foi necessário diante do desconhecimento da doença (Fiema/Divulgação)

AQUILES EMIR

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, está convencido de que o retorno pleno das atividades do setor industrial maranhense somente ganhará ritmo de normalidade depois que uma vacina esteja descoberta e a população inteiramente vacinada. “E assim mesmo com uma ´normalidade que, dificilmente, terá as mesmas características de antes da pandemia. A volta continuará sendo progressiva como vem acontecendo, com foco na segurança”, disse ele numa entrevista concedida à revista Maranhão Hoje.

De acordo com Baldez, todos os segmentos industriais foram prejudicados, “em maior ou menor intensidade”, pela pandemia, pois ela atingiu diretamente as pessoas, pois, ao atingir a população, afetou o mercado de trabalho, oferta de produtos, produtividade e, consequentemente,, a renda do consumidor.

“É verdade que alguns segmentos se ajustaram automaticamente à nova realidade, principalmente a partir do momento em que, diante da perspectiva de controle da propagação do coronavírus, se estabeleceu uma dicotomia entre atividades essenciais e não essenciais. Nesse sentido, as indústrias ligadas aos setores de alimentos, bebidas, vestuário, produtos e higiene e limpeza, por exemplo, foram relativamente menos afetadas que as de outros segmentos”, opinou.

Recuperação – Sobre o retorno das atividades, diz que as empresas com maior conforto financeiro para amortecer os impactos iniciais da queda e que as tornasse menos dependente, num primeiro momento, do crédito bancário, são as que têm mais chances de retornar às suas atividades com segurança.

“Há que destacar que as medidas de auxílio emergencial adotadas pelo governo federal beneficiaram cerca de 65 milhões de pessoas que, a rigor, possuem elevada propensão a consumir, ou seja, a renda transferida pelo governo impulsionou o mercado consumidor, contribuindo para que as indústrias pudessem aumentar a oferta e, assim, reduzir o impacto negativo da queda econômica, por influência da crise. Novamente os segmentos de atividades essenciais saem na frente, em termos de recuperação, mas suas demandas por insumos impulsionam outros segmentos que os produzem”.

Apesar de toda a crise, Edilson Baldez não considera o ano perdido. “Poderíamos até entender dessa forma se os lockdowns e outras formas de controle da expansão do coronavírus não tivessem sido relativizadas como foram. Tanto isso é verdade que os indicadores divulgados pelo Banco Central para o mês de maio apontam aumento no Índice de Atividade Econômica (considera os três setores econômicos e o volume de impostos) na ordem de 1,31%, ante abril deste ano, a maior alta mensal desde junho de 2018. As atividades econômicas essenciais continuaram em produção normal ou quase-normal”.

Isolamento – Outra questão polêmica diz respeito ao tempo que as empresas ficaram fechadas. Para ele, o desconhecimento a respeito do vírus levou os governantes a assumirem posições controversas. “O fechamento das empresas, no nosso entendimento, foi uma precaução pela incapacidade de controle e domínio sobre o vírus. Até então nem os especialistas da saúde tinha informação segura sobre o vírus”.

O certo é que o fechamento das empresas, na premissa de preservar a vida das pessoas, acabou contribuindo para a morte de várias empresas. Mas a maioria proclama de que se o uso de máscara fosse tornado obrigatório desde o princípio de março a propagação da doença teria sido muito menor.

Sobre o papel de sua entidade para amenizar o sofrimento da população, disse que o Sistema Fiema (Sesi,Senai, IEL e Federação das Indústrias) vem atuando para amenizar a crise das empresas industriais afetadas com variadas iniciativas. Criamos canal de comunicação direta (covid19@fiema.org

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação