Plataforma do Banco da Amazônia 100% automatizada oferece crédito para agricultores familiares

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Objetivo é facilitar o acesso a recursos do Pronaf B

Uma das modalidades de agricultura em destaque no estado de Roraima é a agricultura familiar, exercida por pequenos produtores rurais, além de povos e comunidades tradicionais. Com o intuito de ajudar essas pessoas a evoluírem economicamente, o Banco da Amazônia (Basa) oferece uma plataforma de negócios digitais que facilita o acesso ao crédito: o Basa Digital.

“É uma plataforma na qual o cliente não sai da propriedade dele para ter acesso ao crédito. O consultor dele ou parceiro do banco se dirige até a propriedade, faz os levantamentos técnicos necessários para a construção da proposta de crédito, e insere essa proposta no Basa Digital. Isso vem para uma esteira de decisão automática no sistema e o banco faz a contratação dessas operações”, explica o gerente do Banco da Amazônia na agência de Boa Vista, Delvan Silva.

Trata-se de uma plataforma 100% automatizada. Nesse caso, o cliente não passa pelo processo de análise de crédito tradicional, em que teria que mandar uma proposta para o banco, e essa proposta passaria por análise de um técnico da instituição. O Basa Digital, por si só, faz a análise dessas propostas de forma automatizada.

Por meio do Basa Digital, os clientes têm acesso facilitado, por exemplo, para conseguir recursos do Pronaf B, uma linha de crédito de até R$ 3.000 para pequenos produtores. O programa atende pessoas que atuam como pescadores artesanais, indígenas que trabalham com extrativismo de forma sustentável, entre outros.

Armando Rosa é agricultor e uma liderança da comunidade Arai. Ele já foi beneficiado com dois contratos de Pronaf B, pelo Basa Digital. Rosa conta que os empréstimos têm contribuído para manter a produção das lavouras de mandioca.

“Ficou mais fácil para nós que trabalhamos com agricultura familiar. Melhorou muito e logo, logo fui em busca do segundo empréstimo para melhorar minha situação cada vez mais. Eu tive um bom lucro”, conta.

Pelo Pronaf B, o produtor pega R$ 3.000 emprestados e, quando for fazer o pagamento, ainda pode ter um abate de até 40% do valor. Ou seja, se o pagamento for feito em dia, ele vai desembolsar um valor menor do que o crédito concedido. A taxa de juros também é atrativa, de 0,5% ao ano.

Só para comunidades indígenas no estado de Roraima, foram feitas, até o momento, cerca de 400 operações com o Pronaf B. O total corresponde a aproximadamente R$ 1,2 milhão aplicados juntos a esses pequenos produtores.

(Fonte: Brasil 61)

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