Polícia do Piauí não sabe se médico cometeu suicídio ou foi assassinado

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AQUILES EMIR

A polícia técnica do Piauí ainda não divulgou o laudo sobre as causas da morte do médico Mariano de Castro Silva, encontrado morto por enforcamento em seu apartamento no bairro Ininga, em Teresina, onde cumpria prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica. Mariano foi preso há cerca de dois meses na operação Pegadores, pela Polícia Federal, e ainda no presídio de Pedrinhas, em São Luís redigiu uma carta em que detalha o esquema de corrupção na Secretaria de Saúde do Maranhão.

O médico chegou a ser apontado como um dos operadores de um grande escândalo financeiro no setor de saúde estadual. Ele chegou a fazer delação premiada na qual detalha todo o esquema criminoso, dando nome aos envolvidos, planilhas de pagamentos etc.

Ao portal G1 Piauí, o médico-legista André Biondi Ferraz disse que a morte de Mariano pode ter sido suicídio ou homicídio. “O corpo chegou na noite e foi examinado pelo médico-legista. E a causa morte aparentemente está por asfixia, mas ainda está sendo delineado. A asfixia pode ser suicídio ou homicídio, mas ainda não dá para a gente antecipar. O mais adequado é a gente aguardar o laudo do médico-perito”, explicou.

Mariano foi assessor especial da Secretaria de Estado da Saúde (SES), onde entrou em 2015.

A polícia compareceu ao edifício onde Mariano Castro estava morando, no bairro ininga. Foto: Reprodução
Policiais em frente ao prédio em que o médico residia, na cidade de Teresina

Num cofre em um dos seus endereços, em Teresina, foram encontrados 59 cheques da empresa Márcio V. P. Santos – ME, cada um no valor de R$ 20 mil. A empresa tem um contrato de R$ 1,8 milhão com a Prefeitura de Coroatá.

No mesmo cofre, a PF encontrou, ainda, nada menos que 30 cheques emitidos pela empresa BrasilHosp, cada um no valor de R$ 10,5 mil. No total, oc cheques da BrasilHosp somam R$ 315 mil.

A Secretaria Estadual de Saúde, em nota emitida nesta sexta-feira (13) manifesta solidariedade aos familiares do médico, culpa as autoridades policiais e judiciais pela sua morte e critica profissionais de imprensa que estão repercutindo a carta por ele deixada.

(Com dados do Portal AZ e G1PI)

Foto: Reprodução

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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