Ao tomar posse na presidência do TRE, Ângela Salazar critica ataques à Justiça e diz que vai prevalecer vontade do eleitorado nas urnas

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Nova presidente e novo corregedor são empossados

Ao tomar posse, quinta-feira (19), na presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), a desembargadora Ângela Salazar criticou os ataques que vêm sendo feitos ao Poder Judiciário, o que não pode ser apoiado por ninguém. A magistrada, que assume após nove gestões seguidas por desembargadores do sexo masculino, disse que “sempre foi um sonho estar no TRE e exercer este cargo”, e garantiu que na eleição vai prevalecer a vontade do eleitor.

Segundo a desembargadora, a humanidade enfrenta a mais profunda revolução social, a mais criativa reestruturação de todos os tempos e a crescente multiplicidade das relações jurídicas e sociais repercutem na percepção que os cidadãos e as cidadãs têm do aparelho estatal e, desse modo, nas expectativas e novas exigências em relação a ele.

Neste contexto de mudanças, vê o Judiciário como um dos poderes aptos a resgatar a cidadania de um povo, efetivar os direitos e dar garantias, exercendo assim, o seu papel político na sociedade contemporânea.

“Temos vivenciado um período desafiador, com disseminações do falseamento da verdade e das fakes news com impacto na vida econômica, social e política dos cidadãos, cidadãs e das instituições. A Justiça Eleitoral sendo atacada de forma constante sobre a confiabilidade da urna eletrônica, e o Estado Democrático de Direito sob perigo. Descabe, portanto, apoiar esses desvios de condutas”, defendeu.

Eleições – No que diz respeito às eleições, ainda que pesem discursos de desconfiança com o sistema eleitoral, garantiu que prevalecerá a vontade do eleitor.

“O nosso compromisso, no ano em que se comemora o nonagésimo aniversário da Justiça Eleitoral, é assegurar que os resultados das eleições de 2022 correspondam à vontade legítima e soberana da eleitora e do eleitor maranhense”.

Ela prometeu ainda “fazer uma gestão colaborativa e dialogada não só com aqueles que integram a Justiça Eleitoral, mas, também, com os partidos políticos, candidatas e candidatos. Por fim, elevar a Justiça Eleitoral maranhense ao topo da Justiça Eleitoral brasileira”.

Já o desembargador José Luiz Oliveira de Almeida, que, na mesma solenidade assumiu como membro efetivo da Corte, na vaga aberta com o fim do biênio do desembargador Joaquim Figueiredo, disse que “o desafio de assumir a justiça eleitoral não o envaidece, mas enche de força, de perseverança e de vontade de fazer o melhor.

José de Almeida é o novo vice-presidente da Corte Eleitoral, onde exercerá também a função de corregedor. Sobre sua atuação disse que não é um ator político e “não tenho preferências partidárias. Sou um ator institucional, e é com essa envergadura e roupagem que quero dar a minha contribuição ao processo eleitoral”.

Ainda no seu discurso falou da importância da urna eletrônica, que acabou com a fraude nas eleições do Brasil e, portanto, precisam ser enaltecidas, porque desde que foram implantadas são a garantia do respeito a vontade do eleitor.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

1 COMENTÁRIO

  1. Essa é mais uma que deve concordar com a aberração que vem sendo praticada pelo ministro do STF. Pede pra ela explicar pra nós, porque em outros países tanto mais desenvolvidos que o Brasil ou menos desenvolvidos, justiça eleitoral é algo que não existe. Justiça, não tem papel político a desempenhar, basta as aberrações jurídicas, que tem deixado o brasileiro espantado.

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