Flávio Dino diz estar mais preocupado com 07 de setembro de 2022, “com a derrota de Bolsonaro”

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Governador diz não haver sinais de insubordinação na PMMA

AQUILES EMIR

Em entrevista ao Bandnews TV, na tarde desta segunda-feira (23), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), disse que não está preocupado com o 07 de setembro deste ano, mas como o de 2022, quando imagina que a derrota de Jair Bolsonaro, nas urnas, estará bem desenhada e ele será capaz de qualquer ato de desespero. Flávio Dino é um dos signatários do documento redigido pelos governadores, que pedem um encontro com o presidente da República a fim de debaterem uma pauta positiva para o país.

Segundo o governador, é provável que nada de anormal aconteça na Semana da Pátria, apesar do discurso de alguns radicais que querem radicalizar medidas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), que está em rota de colisão com o Poder Executivo. Apesar disso, diz ter compreensão de que “não se deve brincar com fogo, pois o vento pode levá-lo para um lugar distante e causar um grande estrago”.

Ameaça – Para o governador, o risco é esse tipo de manifestação alimentar ódios que podem radicalizar o debate político do próximo ano, quando, certamente, Bolsonaro disputará a reeleição. Na sua avaliação, quando setembro de 2022 chegar, a derrota de Bolsonaro estará clara, e por uma diferença bem grande, o que pode levá-lo a cometer loucuras, como tentativa de golpe, contando com apoio de seguidores.

Apesar de criticar o radicalismo do presidente, o governador do Maranhão foi contundente nas suas críticas a ele, chegando a afirmar que o chefe do Executivo Nacional não tem a menor vocação para o entendimento. Para ele, o Supremo Tribunal Federal (STF), neste momento, está se defendendo dos ataques do presidente, que decidiu, dentre outras ações, acionar o ministro Alexandre de Moraes, no Senado, e ameaça fazer o mesmo com Luís Roberto Barroso.

Flávio Dino falou também dos riscos de infiltração de aliados do presidente nas policias militares, como relatou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mas disse não haver indícios disto no Maranhão, “porém se houvesse a lei seria aplicada”, garantindo que não seria aceitável esse tipo de insubordinação no estado.

O governador acrescentou que neste momento, em vez de estar com uma pauta de conflitos, o presidente deveria estar debruçado na busca de solução para a crise nacional, principalmente no que se refere ao aumento de preços, como dos combustíveis e dos alimentos.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação