Por criticar urnas eletrônicas, Marcos Cintra é banido das redes sociais e vai depor na Polícia Federal

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Ex-candidato diz não ter simpatia por Bolsonaro 

Por ter levantado questionamentos sobre o resultado da eleição deste ano e da segurança das urnas eletrônicas, o economista Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal e candidato a vice-presidente na chapa da senadora Soraya Thronicke, teve suas contas suspensas nas redes e terá de prestar depoimento na Polícia Federal. Ambas determinações são do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em suas redes sociais, o economista cobrou do TSE esclareimentos sobre as dúvidas levantadas contra as eleições deste ano. Ele diz não acreditar que o Tribunal seja “cúmplice”, mas que se tornará, caso não se debruce sobre os questionamentos acerca das urnas eletrônicas.

“Independentemente de qualquer outra consideração ou preferência política, a preservação das instituições democráticas exige respostas convincentes. Caso contrário estarei sendo forçado a reconhecer a validade dos pleitos por voto em papel”, escreveu Marcos Cintra

O ex-candidato a vice-presidente, embora declare não ter nenhuma simpatia pelo presidente Jair Bolsonaro, questiona os números saídos de algumas urnas.

“Há outras centenas, senão milhares de urnas com votações igualmente improváveis. Curiosamente, não há uma única urna em todo o país onde o Bolsonaro tenha tido 100% dos votos. E se há suspeita em uma única urna, elas recaem sobre todo o sistema”, declarou.

Por essas opiniões, o economista foi censurado e terá de prestar depoimento à Polícia Federal. Alexandre de Moraes ameaça ainda aplicar multa diária de R$ 20 mil se Marcos Cintra continuar fazendo esse tipo de comentário.

Por motivos semelhantes, foram excluídas as contas dos deputados federais Major Vitor Hugo (PL-GO) e Coronel Tadeu (PL-SP) e dos parlamentares eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO). Nestes casos, a decisão foi do TSE.

(Com foto de Valter Campanato/Agência Brasil)

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