Prefeito diz que poderá pedir devolução do projeto do Plano Diretor para ser revisado

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Eduardo Braide diz que pretende manter a cidade aberta para todo tipo de empreendimento

AQUILES EMIR

Enganou-se quem apostou que a Câmara Municipal pudesse aprovar ainda este ano o Plano Diretor de São Luís, que vem sendo discutido desde o governo de Jackson Lago, que deixou a Prefeitura da capital em 2006, ou seja, há 15 anos, pode estar enganado, pois ao que tudo indica vai haver ainda um grande debate sobre ele. Nesta segunda-feira (04), o prefeito Eduardo Braide, que já havia manifestado discordância com alguns pontos da proposta, principalmente no que se refere à zona rural, admitiu que poderá pedi-lo de volta para um reexame.

Segundo Braide, ele sempre foi contra a proposta de uma drástica redução da zona rural para ampliação da zona industrial ou da área para empreendimentos de características urbanas, pois isto atenta contra a cultura de boa parte dos seus moradores, principalmente os que tiram seu sustento da pequena agricultura, da pecuária, pesca, extrativismo vegetal etc, por isto se comprometeu trabalhar contra essas mudanças.

Ao tratar do assunto com a equipe do Instituto da Cidade (Incid) foi aconselhado a fazer mais mudanças do que apenas esta, daí porque pretende reabrir as discussões com os órgãos envolvidos na sua elaboração a fim de que saia uma peça que venha realmente contribuir com o desenvolvimento social e econômico do município.

Na entrevista coletiva desta segunda, Braide tranquilizou o setor produtivo, afirmando que não tomará nenhuma decisão unilateral sobre o Plano Diretor, tampouco irá de encontro aos interesses das empresas, ou seja, vai continuar trabalhando para que haja atração de mais empresas, prosperidade das já instaladas na capital e dessa forma contribuir para que São Luís seja um lugar interessante para se investir e um centro de geração de empregos e oportunidades de trabalho para todos.

Patrimônio – O prefeito informou ainda que o Instituto Municipal do Patrimônio Histórico, presidido por Kátia Bogéa, passará a exercer também, paralelo à preservação do casario e outros sítios históricos, opinar sobre questões urbanísticas a fim de que a cidade tenha mais valorizado aquilo que tem de mais importante, que é sua história, valorizada, mas sem descuidar de outros pontos possam atrair turistas, pesquisadores e outros interessados em conhecê-la, gerando assim oportunidades de investimentos na área de Serviços e Comércio. Com a atuação desse órgão, pretende acabar também com os debates que vez por outra surgem sobre ameaças ao título de Patrimônio Cultura da Humanidade.  

Eduardo Braide informou ainda que pretende abrir a Feirinha de São Luís, montada todos os domingos na Praça Benedito Leite, no Centro Histórico de São Luís, como aos pequenos produtores rurais da Ilha, que ainda não foram chamados para vender sua produção frutas, legumes, verduras etc, ou seja, não pode continuar sendo um evento da Secretaria da Cultura, mas com participação apenas de comerciantes urbanos.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação