Presidente da Agência Espacial debate planos para novos lançamentos no Centro de Alcântara

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Cidade tem deficiência de infraestrutura, comunicação etc

Ao participar de uma reunião, na Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), com representantes de entidades empresariais, de ensino e do Governo Estadual, o presidente da Agência Aeroespacial Brasileira (AEB), Carlos Moura, expôs as dificuldades enfrentadas com a retomada do lançamento de foguetes no Centro Espacial de Alcântara (CEA). Ele mostrou as dificuldades para travessia pela Baía de São Marcos de transporte de cargas e de passageiros, pouca oferta de serviços de hospedagem, bem como as deficiência nos serviços de telefonia e conexão de internet estáveis.

O presidente da Agência Aeroespacial Brasileira (AEB), Carlos Moura, veio ao Maranhão para o lançamento do veículo suborbital VSB-30, a partir da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM), que foi desenvolvida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). O foguete levou a bordo o experimento científico “Forno Multiusuários”, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Carlos Moura explicou que se por um lado Alcântara é privilegiada por suas condições geográficas e ambientais favoráveis à atividade espacial e ao turismo, por outro possui muitas carências. Entre elas ele citou as áreas de logística, do transporte de passageiros e de carga, telecomunicações, hospedagem, restaurantes e questões relacionadas à formação profissional. A expectativa é que o Brasil possa explorar esse tipo de lançamento para os interessados na pesquisa científica e no desenvolvimento de tecnologias.

“A Fiema e outras instituições do Sistema S têm sido parceiras no sentido de ‘pensar o Maranhão’, de articular e participar da comissão do Programa de Desenvolvimento Integrado do Centro Espacial de Alcântara (PDI-CEA). Essas entidades sabem onde estão os gargalos”, falou Moura.

Uma das questões que impede o desenvolvimento da cidade histórica é a falta de atualização do Plano Diretor. Sem isso, não é possível planejar a expansão urbana, a instalação de novas empresas e a criação de novos equipamentos públicos, como escolas.

Moura enfatizou que é necessário aproveitar as oportunidades, pois o Brasil tem um nicho muito bom para explorar atividades espaciais, a exemplo do lançamento de foguete no último dia 23/10; para realização de testes de motores dos foguetes e para fabricação de equipamentos usados no setor aeroespacial.

“Nós enxergamos a região como um polo tecnológico e que pode induzir diversas outras atividades, a exemplo do turismo espacial conectado com o turismo tradicional e com a Rota das Emoções’, exemplificou o presidente da AEB.

Encontro – O coordenador do Grupo de Trabalho ‘Pensar o Maranhão’ e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, Luiz Fernando Renner, disse que é necessário que as entidades estreitem o relacionamento, o que inclui os Governos Estadual e Federal, em prol do desenvolvimento da região.

“Discutimos formas de integrar ainda mais as ações que cada entidade, como Sesi, Senai, Fecomércio, Ccimar, Senac, Sebrae, UFMA, Associação Comercial do Maranhão (ACM), Sedepe e Centro Espacial de Alcântara (CLA), entre outras, desenvolve”, frisou Renner.

Um dia antes da reunião com o presidente da AEB, representantes de todas as entidades empresariais se reuniram virtualmente com o ministro da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações, Paulo Alvim. Na ocasião, as entidades relataram o que estavam fazendo em prol de Alcântara.

No início de dezembro, um grupo formado por representantes das entidades empresariais de São Luís fará uma mobilização junto aos setores produtivos daquele município. O objetivo é integrar todas as ações no PDI-CEA que será apresentado ao ministro durante visita ao Maranhão programada o final do ano.

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