Presidente da Fiema diz que setor industrial maranhense reagiu bem à pandemia

0
264

Dia Nacional da Indústria será comemorado nesta terça-feira

Móveis, laticínios, celulose, gás, bebidas, combustíveis, gêneros alimentícios, produtos cerâmicos, têxteis, siderúrgicos, minerais, químicos e serviços. Estes são alguns itens produzidos pela indústria maranhense, que envolve 4.097 empresas que empregam mais de 94,5 mil trabalhadores, de acordo com dados do Portal da Indústria (CNI). Empresas e trabalhadores geram uma produção de mais de R$ 16,1 bilhões de PIB industrial, o que representa 18,5% do PIB total do estado (IBGE, 2018).

“Ao longo dos últimos dez anos, aconteceu uma diversificação da nossa indústria e estamos mostrando a força da indústria que não parou na pandemia, mas também precisamos que a sociedade conheça os produtos fabricados no Maranhão e até exportados para outros países”, destacou o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez das Neves, para quem há motivos para comemoração o Dia da Indústria, celebrado nesta terça-feira (25).

O dia nacional da indústria foi escolhido em homenagem ao patrono da Indústria Nacional, Roberto Simonsen, que faleceu em 25 de maio de 1948. Simonsen foi engenheiro industrial, administrador, professor, historiador e político, além de membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ainda, foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em 2020, as exportações, pelo Maranhão, de produtos industrializados atingiram a cifra de 1,9 bilhão de dólares, representando 56,5% do valor de todas as exportações do estado e 18,4% do total das exportações da região Nordeste. Entre os principais produtos exportados estão minério de ferro e ferro fundido, soja, milho, celulose, algodão, que são repassados para o exterior pela Suzano Papel e Celulose, Vale, Alcoa, Billinton Metais, Cargill Agrícola S/A.

Edilson Baldez comemora bom desempenho do setor industrial maranhense

Exportações – O Estado já realizou exportações para mais de 30 países. No ano de 2020, os principais parceiros comerciais do Maranhão foram China (25,9% do valor das exportações, que somaram US$ 871,8 milhões), Canadá (25,7% das exportações, equivalente a US$ 866,0 milhões), Estados Unidos (13,4%, correspondentes a US$ 451,0 milhões) e Espanha (5,0% ou US$ 169,7 milhões). No contexto da região Nordeste, o Maranhão é o segundo maior exportador, sendo o 13º em termos de Brasil.

Em um panorama geral, identificou-se que, do total de 217 municípios, apenas 41 (19,2% do universo) mantém relações de comércio internacional. Destes, 23 exportaram, em 2020, US$ 3,4 bilhões (FOB), com destaque para São Luís, Imperatriz, Balsas, Godofredo Viana, Porto Franco, Anapurus e Açailândia.

​​Entretanto, as importações também são essenciais para o Maranhão. Estados Unidos, com um valor de US$ 1,26 bilhões em produtos, foi nosso maior fornecedor, representando 63,7% do valor de todas as importações estaduais. A Rússia é o segundo maior fornecedor, com US$ 96,7 milhões. Marrocos, China, Colômbia, Egito, Países Baixos (Holanda), Belarus, Argentina, Jordânia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Japão, Canadá e Israel figuram entre outros fornecedores para o Maranhão. Entre os produtos destacam-se óleo diesel, querosene de avião, adubos e fertilizantes, produtos para indústrias químicas e locomotivas e suas partes, entre outros.

Os principais setores da indústria no Maranhão são o de construção (32,5% do PIB industrial), serviços industriais de utilidade pública (28,9%), metalurgia (13,8%), celulose e papel (8,7%), bebidas (2,8%) e alimentos (2,6%), dados do perfil dos estados da CNI (2019).

Compartilhe
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação