Presidente do PCdoB diz que aprovação de Bolsonaro ainda é alta e pede união para derrotá-lo

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Para Luciana, nenhum apoio será dispensado pela esquerda

Ao participar, nesta sexta-feira (07), do programa 20 Minustos Entrevistas, do portal Opera Mundi, encorado pelo jornalista Breno Altman, a presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, falou sobre os planos da legenda para a eleição de 2022. Durante a conversa, ela defendeu a frente ampla como a medida mais importante para isolar e derrotar Bolsonaro, e para isto não deve dispensar “nenhum tipo de apoio”.

A dirigente do PCdoB admite que, “diante da taxa de aprovação consideravelmente alta que o presidente ainda possui”, é preciso conversar com todos os que se opõem à ideologia bolsonarista de alguma forma.

“No PCdoB queremos construir o socialismo no Brasil, mas temos a compreensão que para atingir esse objetivo é necessária uma correlação de forças que nos permitam implementar um projeto soberano, de equidade, que foi o que o Lula percebeu que era necessário fazer quando era presidente”, ponderou Santos.

Por isso, ela vê como positivos os movimentos de Lula visitando Renan Calheiros e Rodrigo Maia, por exemplo, porque “vão na direção dessa tática do pressuposto de que para derrotar Bolsonaro é preciso isolá-lo”.

A frente ampla, contudo, não se estenderá necessariamente à construção eleitoral, ressaltou a dirigente: “Imaginamos uma candidatura liderada pela esquerda, composta também por setores de centro dissidentes de Bolsonaro”. Santos reforçou a necessidade de estar em constante diálogo com o centro para garantir a governabilidade de um futuro governo de esquerda. Para ela, a convivência é inevitável.

Luciana Santos participa de audiência com João Azevêdo e de reunião do PCdoB na Paraíba - WSCOM

“Não podemos dispensar nenhum tipo de apoio que nos leve a derrotá-lo, mas sem confundir compromissos democráticos importantes para nós, nossa ideologia e nossos objetivos”, refletiu.

Por isso ela defendeu como necessário constituir uma mesa única, para firmar as proposições inegociáveis do campo progressista e promover um projeto de reconstrução para o Brasil que possa atrair outros setores dissidentes.

“Precisamos ser mais propositivos que nunca. A palavra de ordem é investimento público e temos autoridade para fazer proposições desse tipo porque foi no nosso ciclo político que fizemos políticas de saneamento, de fortalecimento do SUS, construímos moradia, geramos vagas no ensino superior, e tudo isso ainda esteve aquém do necessário. Agora a gente vai ter que reconstruir e recuperar o pouco que conquistamos”, ressaltou.

Entre as bandeiras da líder nacional do PCdoB estão a inclusão de metas de curto prazo, como programas emergenciais, e metas de longo prazo, como a construção de uma base política popular, também necessária para garantir governabilidade. “Porque para atender as necessidades do povo, vamos ter que contrariar os grandes interesses e precisaremos de força para isso”.

(Com informações da Opera Mundi e foto de Diego Galba/Governo de Pernambuco)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação