Produção industrial aumenta no Maranhão, mas os empresários reclamam da carga tributária

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Dados da Sondagem Industrial do Maranhão, elaborada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que o setor produtivo fechou 2016 com aumento na produção industrial. Na passagem de novembro a dezembro, o índice aumentou 1,1 pontos, atingindo 40,8 pontos.

A demanda interna insuficiente e a elevada carga tributária foram os principais problemas enfrentados pelas indústrias de transformação e extrativa no Maranhão no último trimestre do ano passado. Os itens foram selecionados por 52,6% e 42,1% das empresas, respectivamente. Logo em seguida, encontram-se falta ou alto custo de energia (36,8%), taxa de câmbio (26,3%) e inadimplência dos clientes (21%).

A utilização da capacidade instalada (UCI) também foi medida na pesquisa da FIEMA e registrou aumento de 16% em comparação ao mês anterior, e atingiu 71%, diferente do indicador de expectativas de demanda para os próximos seis meses, que apresentou queda e variou de 47,9 pontos para 46,3 pontos. Já as expectativas quanto ao número de empregados, à compra de matérias primas e à exportação para os próximos seis meses cresceram e atingiram, respectivamente, 44,6 pontos, 47 pontos e 50,1 pontos, revelou o estudo.

Variação – Nas indústrias de pequeno porte, a produção variou de 38 pontos para 38,9 pontos na passagem de novembro para dezembro e nas indústrias de médio e grande porte, o índice também registrou aumento ao variar de 40,6 pontos para 41,7 pontos. Além disso, a pesquisa apontou que o nível de emprego nas indústrias maranhenses também apresentou leve aumento, alcançando os 41,7 pontos. O indicador varia de 0 a 100. Abaixo de 50 sinaliza queda na produção, igual a 50 estabilidade e acima aumento da produção.

A Fiema entrevistou empresários de mais de 10 setores no período de 2 a 13 de janeiro de 2017, entre indústrias de Alimentos, Vestuário, Couros, Derivados do petróleo, Biocombustíveis, Química, Limpeza e perfumaria, Plásticos, Minerais não metálicos, Metalurgia, Produtos de metal, Veículos automotores, Móveis, Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos.

De acordo com o estudo, nacionalmente, o índice de volume de produção registrou 40,7 pontos, uma queda de 6,3 pontos em relação ao mês de novembro. No Nordeste do País, o índice caiu de 48,1 pontos para 47,1 pontos.

Em relação ao índice que mede a facilidade de acesso ao crédito, no último trimestre de 2016, houve aumento de 8,9 pontos na comparação com o trimestre anterior, e atingiu 40,5 pontos. O índice permanece abaixo dos 50 pontos, apesar do aumento, o que retrata as dificuldades que as empresas maranhenses vêm enfrentando para adquirir linhas de crédito. No Brasil, o índice também apresentou aumento, marcando 30,8 pontos.

O índice de satisfação com a situação financeira apresentou melhora no quarto trimestre de 2016. O índice variou de 39,7 pontos para 45 pontos. O índice de satisfação com margem de lucro registrou um crescimento de 8,2 pontos, atingindo 45,3 pontos. Nacionalmente, a satisfação com a situação financeira e a satisfação com a margem de lucro aumentaram e atingiram 42,3 pontos e 37,9 pontos, respectivamente.

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação