Protestos a favor do impeachment do presidente Bolsonaro realizados em pelo menos 15 capitais

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Presidenciáveis da terceira via participaram das manifestações 

AQUILES EMIR

Em pelo menos 15 capitais houve manifestações, neste domingo (12), pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O ex-presidente Lula também era alvo dos protestos, o que teria influenciado na baixa adesão de populares.

Convocadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL)Vem Pra Rua e Livres, as manifestações ocorreram com público bem inferior aos atos de terça-feira (07), quando aliados de Bolsonaro e do ex-presidente Lula patrocinaram concentrações em diversas cidades brasileiras.

Está foi a primeira manifestação em defesa do impeachment do presidente e foi encabeçada pelos movimentos suprapartidários que ganharam projeção durante a campanha pelo impedimento de Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Em algumas capitais a adesão foi muito baixa. Em São Luís (foto principal), um pequeno grupo de pessoas se concentrou na Praça do Pescador e em Brasília quase nem chegou a ser realizado o protesto, pela baixa adesão popular. Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo reuniram os maiores contingentes.

As mais importantes legendas de esquerda, como PT e PSOL, não aderiram à ação deste domingo, mesmo depois de os organizadores abandonarem o lema “Nem Bolsonaro, nem Lula”. Centrais sindicais, PCdoB e o PDT, no entanto, participaram em algumas cidades.

Apesar do título de “apartidários”, os atos serviram como um termômetro para presidenciáveis que disputam a vaga da chamada “terceira via” nas eleições de 2022.

Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM), João Doria (PSDB), Alessandro Vieira (Cidadania) e João Amoêdo (Novo) se manifestaram a favor, bem como a senadora Simone Tebet (MDB), que é uma das mais influentes vozes na CPI da Pandemia.

Protesto na Avenida Paulista ocupou menos de um quarteirão, apesar das presenças de Ciro Gomes, Henrique Mandetta e outros presidenciáveis da terceira via

O pré-candidato do PDT ficou entusiasmado com a recepção dos paulistas. Para ele, isto foi apenas o começo dos movimentos pela imediata saída do presidente.

“O ato da Paulista me encheu de esperança no futuro do Brasil. Deixamos de lado nossas diferenças e nos unimos pela democracia. O grito #ForaBolsonaro ecoou forte. Vamos continuar mobilizados em favor do Brasil e contra esse traidor, genocida e golpista”, disse Ciro Gomes, que desta vez não mencionou o ex-presidente Lula de quem é crítico contundente.

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