Moradias na Via Expressa torna avenida perigosa e projeto original sem sentido

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Bairros surgem às margens da avenida onde antes só havia vegetação

Objetivo era criar uma via de trânsito rápido

AQUILES EMIR

No mês de outubro do ano passado, um acidente de trânsito envolvendo uma criança que mora nas proximidades da Via Expressa, avenida que liga os bairros do Jaracati e Maranhão Novo, em São Luís, criou uma comoção na cidade.  Ainda hoje o caso vem provocando uma série de debates sobre como controlar o tráfego de veículos nessa via.

O problema é que a cada dia aumenta o número de famílias às suas margens de estabelecimentos empresariais, o que torna seu projeto original sem sentido,  já no traçado original não havia edificações na área.

A cada dia surgem novas moradias às margens da avenida, onde antes não havia edificações

Quando foi idealizada, ainda no segundo governo de Roseana Sarney, a Via Expressa era apontada como uma alternativa segura para se acabar com os congestionamentos de trânsito em diversas avenidas da cidade, já que possibilita um tráfego rápido em pistas largas entre dois bairros para onde desembocam os carros vindos de outras regiões da cidade.

Estabelecimento comercial instalado na margem da avenida

O traçado por dentro de uma reserva ambiental, onde não havia habitações nem outros tipos de construções garantia essa fluidez em alta velocidade, porém passados dez anos, mesmo com a proibição de ocupação da área, o número de casas residenciais e de estabelecimentos comerciais às suas margens trouxe as ameaças que todas as vias de muita proximidades entre carros e pessoas provocam.

Numa esquina da ligação entre a Via Expressa e o bairro Recanto dos Vinhais, outra alteração do projeto original, uma galeteria foi instalada ao lado da calçada de pedestres, inclusive com mesas para os clientes. Uma aglomeração nesse ponto comercial vai exigir mais atenção dos motoristas.

Prefeitura busca alternativas para conter velocidade na Via Expressa

Atendendo a apelos dos moradores da área e outros segmentos da sociedade, a Prefeitura de São Luís, apesar da obra ser estadual, vem fazendo uma série de intervenções,  com colocações de cones, sinalização e até instalação de câmeras para controlar a velocidade dos carros, e assim a via de tráfego rápido deverá ter velocidade máxima de 60 km/h.

Sem contenção ou mesmo sem a retirada das ocupações ilegais, porém, de nada adiantarão as intervenções, pois o que se desenha para os próximos anos é uma via cheia de quebra-molas, semáforos e outros tipos de redutores de velocidade, tornando-a igual a outras avenidas de trânsito pesado, lento, perigoso.

Veículos fazem manobras em locais inadequados e tornam o tráfego perigoso

Não bastasse a instalação de moradias e comércio às suas margens, o que não estava no projeto original, os próprios moradores se encarregam de criar retornos improvisados, tornando o trânsito ainda mais inseguro e ameaçador.

Em diversos pontos, o canteiro central foi quebrado para dar passagem a veículos.

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