Questionado sobre voto impresso, Arthur Lira lembra que FHC duvidou da eleição de Dilma em 2014

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Candidato a presidente, Lira diz que não será dono da pauta, pois quem aprova o que deve ter andamento é o Colégio de Líderes

AQUILES EMIR

Em entrevista à CNN Brasil, na noite desta sexta-feira (08), o deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato a presidente da Câmara Federal, com apoio do Palácio do Palácio do Planalto, questionado se concorda com a desconfiança do presidente Jair Bolsonaro com o voto eletrônico, lembrou que em 2014, após a derrota de Aécio Neves (PSDB) para Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Fernando Henrique levantou suspeita sobre o resultado da eleição. Segundo ele, ninguém se escandalizou com essa posição.

Na verdade, o PSDB decidiu contestar o resultado do segundo turno da eleição em que a presidente Dilma venceu o tucano e entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que fosse feita uma “auditoria especial” no resultado das eleições. O partido justificou que o objetivo não era colocar em dúvida a lisura do resultado, mas esfriar as teorias conspiratórias que circulavam na internet de que a eleição teria sido fraudada.

Alguns segmentos tucanos, no entanto, foram mais incisivos na sua desconfiança. O então presidente do diretório municipal do PSDB de São Paulo, Milton Flávio, como noticiou à época o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba (PR), colocou em dúvida todo o processo eleitoral.

Segundo ele, houve denúncias de fraudes em urnas eletrônicas nas redes sociais. Os tucanos de São Paulo contestaram também a isenção do presidente do TSE, José An­­tonio Dias Toffolli, que trabalhou para o PT antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao TSE. “Muita gente questiona a isenção do Toffoli [de conduzir as eleições]”, disse Flávio.

Ao recordar esse fato, Arthur Lira quis antecipar como se posicionará, caso seja eleito presidente do Legislativo, sobre o projeto de emenda constitucional da deputada Bia Kicis (PSL-DF) que prevê o voto impresso e teve parecer favorável, em dezembro do ano passado, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

De acordo com Lira, este e demais projetos serão analisados pelo colégio de líderes, pois o presidente não é dono da pauta, tampouco pode querer ser maior que a Casa, numa crítica indireta ao atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que, segundo ele, coloca em apreciação aquilo que concorda e engaveta o que vai de encontro à suas ideias.

Arthur Lira não quis se colocar como candidato do Planalto, mas disse que não rejeita apoio de ninguém e que sua candidatura é dos deputados e não de outro poder. O deputado lembrou que há anos vem trabalhando para viabilizar sua eleição para presidir a Câmara, que, segundo ele, é o sustentáculo da democracia brasileira.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação