Relator da CPI, Renan Calheiros, recua da decisão de indiciar senador Carlos Heinze

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Alessandro Vieira diz que não se gasta vela com defunto ruim

A pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL), retirou o nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) da lista de indiciados do relatório final da Comissão. O indiciamento foi anunciado por Renan como um presente ao colega de CPI por ter manifestado opinião contrária ao entendimento da cúpula da comissão sobre enfrentamento da covid-19.

A inclusão de Heinze foi feita no início do dia a pedido do próprio Alessandro, por ele entender que o colega disseminou fake news em reuniões da CPI. Entretanto, ao pedir a retirada, Alessandro aceitou que a imunidade parlamentar protege Heinze.

A decisão do relator foi criticada até mesmo pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que considerou a medida exagerada.

Ao pedir o indiciamento de Heinze, Alessandro Vieira disse que a CPI teve a coragem de pedir o indiciamento do presidente da Republica e do líder do governo. Não pode fechar os olhos com relação ao comportamento do seu colega parlamentar.

Apesar do recuo, Alessandro foi arrogante, mais uma vez, ao tomar uma decisão contra àqueles que diverge:

“Não se gasta vela boa com defunto ruim. Essa CPI prestou um serviço para este Brasil muitíssimo relevante, e eu não posso, a esta altura, colocar em risco nenhum pedaço desse serviço por conta de mais um parlamentar irresponsável”, declarou.

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Renan Calheiros recuo da decisão de indiciar senador gaúcho

Antes, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que é líder do Governo, se manifestou contra o indiciamento do senador Heinze, que, segundo ele, marcou posição a favor do “tratamento preventivo” sem jamais ter feito campanha contra a vacinação ou a favor de promessas de cura infalível.

“Ao contrário, exerceu seu mister parlamentar e, em atuação sempre destacada junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, se empenhou para tornar o Brasil autossuficiente na fabricação de imunizantes”, frisou.

Ataque – Luis Carlos Heinze (PP-RS), em sua fala, classificou outros integrantes da CPI como defensores de “concepções facciosas” e “ajudantes de ordem” de Renan Calheiros (MDB-AL). O parlamentar disse que houve “muita incoerência, pressão e interrupção” nos trabalhos da comissão durante o depoimento de testemunhas entusiastas da cloroquina e do tratamento precoce, como a oncologista Nise Yamaguchi.

“Ninguém é contra vacina. Não se pode confundir prevenção com tratamento. A vacina e os fármacos são complementares. Diversos senadores, inclusive, confessaram ter usado a cloroquina”, disse Heinze.

(Agência Senado)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação