Ricardo Murad diz que segundo turno será entre ele e Flávio Dino

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AQUILES EMIR

Em entrevista exclusiva à revista Maranhão Hoje de dezembro, que chegou às bancas nesta quinta-feira (21), o ex-deputado e ex-secretário de Saúde Ricardo Murad, pré-candidato ao Governo do Estado pelo PRP, diz não ter dúvidas de que vai ao segundo turno da eleição do próximo ano. E mais: o seu adversário, “com todo respeito aos demais”, será com o governador Flávio Dino (PCdoB), com quem gostaria de debater suas propostas com as que ele vem pondo em prática desde 2015.

Apesar dessa pretensão, Ricardo Murad sabe que terá dificuldades para montar uma ampla coligação partidária para fazer frente aos demais concorrentes. Além de Flávio Dino, pretendem disputar a sucessão estadual, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), o senador Roberto Rocha (PSDB), a ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (Podemos), o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) e outros que deverão ser lançados pelos considerados partidos nanicos.

Segundo o ex-secretário, essa dificuldade para formar uma aliança vai desaparecer se a população conhecer, compreender e aceitar o seu programa de governo, que tem como ponto principal o projeto Itaqui 2018 – O Maranhão de Portas Abertas para o Mundo, que prevê, dentre outras obras, a construção de uma ponte sobre a Baía de São Marcos, ligando São Luís a Cujupe (Alcântara), na Baixada Ocidental.

Murad sabe também que este projeto, pela sua grandiosidade, vai ser recebido com desconfiança por alguns segmentos da população, o que não lhe surpreende, pois “somos acostumados com tão pouco!”. Ele acredita, no entanto, que para os investidores estrangeiros este será o projeto mais viável para resolver problemas de alimentação em países asiáticos, árabes e do leste europeu, pois esta ponte fará com que a produção agropecuária do Maranhão, do Piauí, do Pará, do Tocantins e do Centro-Oeste passem pelo porto do Maranhão.

O ex-secretário pretende também, se eleito, implantar uma máquina administrativa de apenas três secretarias – Governo, Economia e Meio Ambiente, Direitos Sociais, Planejamento e Gestão Pública, Fazenda e Segurança – além de três outros cargos de primeiro escalão: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Procuradoria do Estado.

Confira alguns trechos da entrevista: 

Lançada essa carta de compromissos, quais os passos seguintes para viabilizar sua candidatura a governador?

– Objetivamente, divulgar muito esta carta através das redes sociais, pelos veículos de comunicação, de todas as formas possíveis para que as pessoas possam ler e meditar sobre o que tem nela, pois é um compromisso meu, pessoal, escrita por mim, sem ajuda de marqueteiro, ou seja, são coisas que são as minhas convicções.

Como nasceu esse seu projeto de se lançar candidato a governador?

– Eu sempre quis ser governador, ou melhor, eu sempre quis ser candidato. Em 1994 eu tentei, em 2002 eu tentei, mas sempre tive um problema com os partidos, pois eu acabava perdendo espaço. Desta vez, Severino Sales (presidente do diretório municipal do PRP) foi voluntariamente lá em casa e perguntou se eu queria ser candidato a governador, pois se quisesse teria um partido para eu meu filiar e me candidatar, que era o PRP. Eu, então, perguntei: Segura? Não há hipótese de recuo? Ele disse que não, então fomos à direção nacional, batemos o martelo e agora estou realizando um sonho.

Dos candidatos que aí estão, qual será seu principal adversário?

– Veja bem, são todos muito competentes, a Roseana foi governadora quatro vezes, Roberto Rocha é um cara preparado, a Maura Jorge é muito preparada, mas eu acho que vou enfrentar mesmo é o Flávio Dino, que faz um governo fracassado, e eu quero me contrapor ao projeto dele. Respeito muito os outros candidatos, mas acho que a final será entre Ricardo e Flávio.

(A entrevista na íntegra está na versão impressa de Maranhão Hoje, que está nas bancas)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação