Barroso admite invasão ao sistema da votação eletrônica em 2018, e nega mudança do resultado

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Em nota, ministro diz que fraude não foi comprovada

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  que sempre garantiu não ser possível a invasão do sistema informatizado das eleições, admitiu que isto ocorreu em 2018. Em nota divulgada nesta quinta-feira (05), rebateu as informações de um inquérito aberto em 2018 para apurar invasão ao sistema da Justiça Eleitoral, que foi explorado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em entrevista à Jovem Pan, nesta quarta-feira (04).

Para Barroso, o caso foi requentado e distorcido. Segundo ele, a Polícia Federal “nunca comunicou qualquer elemento indicativo de fraude”.

Leia a íntegra da nota:

1. O episódio de 2018 foi divulgado à época em veículos de comunicação diversos. Embora objeto de inquérito sigiloso, não se trata de informação nova.

2. O acesso indevido, objeto de investigação, não representou qualquer risco à integridade das eleições de 2018. Isso porque o código-fonte dos programas utilizados passa por sucessivas verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação. Nada de anormal ocorreu.

3. Cabe acrescentar que o código-fonte é acessível, a todo o tempo, aos partidos políticos, à OAB, à Polícia Federal e a outras entidades que participam do processo. Uma vez assinado digitalmente e lacrado, não existe a possibilidade de adulteração. O programa simplesmente não roda se vier a ser modificado.

4. Cabe reiterar que as urnas eletrônicas jamais entram em rede. Por não serem conectadas à internet, não são passíveis de acesso remoto, o que impede qualquer tipo de interferência externa no processo de votação e de apuração. Por essa razão, é possível afirmar, com margem de certeza, que a invasão investigada não teve qualquer impacto sobre o resultado das eleições.

5. O próprio TSE encaminhou à Polícia Federal as informações necessárias à apuração dos fatos e prestou as informações disponíveis. A investigação corre de forma sigilosa e nunca se comunicou ao TSE qualquer elemento indicativo de fraude.

6. De 2018 para cá, o cenário mundial de cybersegurança se alterou, sendo que novos cuidados e camadas de proteção foram introduzidos para aumentar a segurança de todos os sistemas informatizados.

7. Por fim, e mais importante que tudo, o TSE informa que os sistemas usados nas Eleições de 2018 estão disponíveis na sala-cofre para os interessados, que podem analisar tanto o código-fonte quanto os sistemas lacrados e constatar que tudo transcorreu com precisão e lisura.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação