Rússia alerta sobre crise na Venezuela e União Europeia pede eleições

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Aliado da Venezuela, o governo da Rússia alertou sobre a possibilidade de agravamento da crise no país a partir do estabelecimento de um processo de transição comandado por Juan Guaidó. Autoridades russas afirmaram que há riscos de redução da cooperação econômica com a Venezuela, pois a instabilidade interna impede negociações e acordos.

O presidente do Comitê de Defesa, Vladimir Shamanov, disse que a situação atual tem efeito desestabilizador, gerando reduções de investimentos. “Qualquer instabilidade,  e nós vimos isso acontecer no século passado, é sempre repleta de conseqüências.”

O presidente do Comitê de Relações Exteriores, Konstantin Kosachev, usou as redes sociais para rechaçar a interinidade de Guaidó e defender o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo ele, há “sinais de um golpe de Estado”.

Os presidentes do México, Andrés Obrador, da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Miguel Díaz Canel, saíram em defesa de Maduro e não reconheceram a legitimidade de Guaibó.

Porém, Brasil, Argentina, Paraguai, Peru, Colômbia, Canadá, além da União Europeia, dos Estados Unidos e da Organização dos Estados Unidos reconhecem o processo de transição e manifestaram apoio a Guaidó.

Eleições – A União Europeia defendeu a realização na Venezuela de novas “eleições livres e confiáveis”, de acordo com a ordem constitucional, para restabelecer a democracia no país. Em comunicado, o bloco apelou para que a população seja ouvida, jamais ignorada. Também reitera apoio ao Parlamento e à interinidade do presidente Juan Guaidó.

Opposition supporters take part in a rally against Venezuelan President Nicolas Maduro's government and to commemorate the 61st anniversary of the end of the dictatorship of Marcos Perez Jimenez in Caracas, Venezuela January 23, 2019. REUTERS

“O povo da Venezuela exigiu maciçamente a democracia e a possibilidade de decidir livremente sobre seu próprio destino. Essas vozes não podem ser ignoradas. A União Europeia faz um apelo urgente ao início imediato de um processo político que conduza a eleições livres e confiáveis, de acordo com a ordem constitucional.”

No comunicado, a União Europeia reitera o apoio à interinidade de Guaidó e da Assembleia Nacional Constituinte. “Apoia plenamente a Assembleia Nacional como a instituição democraticamente eleita cujos poderes devem ser restaurados e respeitados”, disse. “Os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo o seu presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados”, acrescentou.

No comunicado, a União Europeia rechaça a violência registrada nos protestos em Caracas e demais regiões da Venezuela. “A violência e o uso excessivo da força pelas forças de segurança são absolutamente inaceitáveis ​​e não resolverão a crise. O povo da Venezuela tem o direito de se manifestar pacificamente, escolher livremente seus líderes e decidir seu futuro.”

O bloco europeu, no documento, coloca-se à disposição para colaborar com o processo de transição na Venezuela. “A União Europeia e os seus Estados-Membros continuam dispostos a apoiar o restabelecimento da democracia e do Estado de direito na Venezuela através de um processo político pacífico e credível, em conformidade com a Constituição venezuelana.”

(Agência Brasil)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação