Sampaio recorre da decisão do TJD que o tirou da final do segundo turno do Maranhense

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O presidente do Sampaio Corrêa, Sergio Frota, anunciou nesta terça-feira (02) que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da decisão tomada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que o tirou da decisão do segundo turno e consenquentemente a possibilidade de disputar o título de campeão da temporada.

“Concentramos, alugamos ônibus e viajamos até Barra do Corda, para o Tribunal ter um entendimento diferente do regulamento e nos causar tamanho dano.  Nenhum desses cinco auditores tem a mínima noção dos custos e o que é administrar um clube de futebol. Vamos recorrer e temos certeza que, lá, vai ocorrer um julgamento isento”, destacou o presidente.

No julgamento, os membros do TJD entenderam que a vantagem do empate na semifinal era do Moto e não do Sampaio como havia determinado a Federação Maranhense de Futebol, com o que não concorda o presidente do Sampaio. “Lamento profundamente o que ocorreu esta noite no Pleno do TJD. Conquistamos o direito de disputar a vaga dentro de campo, de acordo com o regulamento, que indica a vantagem à equipe com melhor índice técnico, na fase de classificação do segundo turno, como previsto no Art.11. No entanto, uma decisão equivocada nos tira essa condição legítima”, afirmou o presidente.

Frota ainda cita a suspeição do relator da ação, Gutemberg Braga Junior, que antecipou o seu voto em um grupo de Whatsapp dos auditores, sugestionando os demais membros. No print, que viralizou durante todo o dia, Gutemberg sugere que o seu entendimento “facilite e muito a decisão do colegiado”, numa clara demonstração de tentar influenciar o direcionamento do julgamento da ação.

“Todos viram os termos utilizados pelo relator naquela postagem. Aquilo é claramente uma revelação de voto antecipado e uma tentativa cabal de sugestionar os demais auditores. Isso, está claro. Pedimos também a suspeição do auditor Eduardo Duailibi, que possui uma procuração assinada conjuntamente com o advogado que deu entrada no mandado de garantia do Moto Club. Isso é no mínimo antiético. O colegiado do TJD, numa atitude corporativista, indeferiu o nosso pedido”, declarou.

Por fim, Frota revela a decepção com o julgamento e o desejo de desistir da sua empreitada no comando do Sampaio Corrêa: “Minha vontade era abandonar o futebol por conta de uma decisão equivocada dessa natureza. Só não faço em respeito a todos que acreditaram em nosso trabalho à frente do clube ao longo desses 10 anos. Vou continuar lutando para que o direito legítimo do Sampaio em participar da decisão do segundo turno seja respeitado”, finalizou.

(Com dados do Sampaio)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação