São Luís chega ao 11º dia de greve de ônibus com uma crise instalada na equipe de Eduardo Braide

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Prefeito anuncia novo secretário de Trânsito e Transporte

AQUILES EMIR

São Luís chega ao 11º dia (segundo fim de semana consecutivo) de paralisação nos serviços de transporte coletivo – a mais longa greve já registrada neste setor – com uma crise a mais: na tarde deste sábado (30), o prefeito Eduardo Braide (Podemos) anunciou a troca de comando na Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT). O motivo não foi justificado e o comunicado foi numa postagem do prefeito em sua conta no Twitter.

No comunicado, Braide diz que Diego Baluz, até então chefe da assessoria jurídica, é o novo titular da pasta, e assume no lugar de Cláudio Ribeiro.

O secretário se viu desgastado quando patrões e empregados foram às redes sociais criticar a administração municipal, da qual dizem nunca terem recebido proposta concreta para encerrarem a paralisação.

Trabalhadores e patrões, aparentemente, estão numa disputa trabalhista, mas ambos os sindicatos se mantêm unidos contra a Prefeitura. As categorias também nada reivindicam dos outros entes públicos envolvidos, no caso as prefeituras de Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa, tampouco o Governo do Estado, que é o concessionário das linhas entre as quatro cidades da Ilha, todas sem transporte.

Sexta-feira (29), o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão emitiu nota na qual informa, “que até o momento, não recebeu qualquer proposta da Prefeitura de São Luís e nem dos empresários, que possa atender as reivindicações dos trabalhadores”.

Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís – SET, que reivindica reajusta nas tarifas do transporte coletivo, informou que a proposta apresentada é incapaz de atender ao pedido de reajuste dos salários dos Rodoviários.

“O SET lamenta os transtornos causados a População e apela aos rodoviários o retorno as atividades, ao tempo que também se ressente com a atitude de impor reajuste precário, por meio de suposto auxílio emergencial, uma que configura medida arbitrária, e sem previsão no contrato”.

Em resposta, a SMTT garantiu que a Prefeitura ofereceu R$ 8,5 milhões de auxílio emergencial para cobrir as passagens de trabalhadores autônomos e desempregados durante a pandemia. O prefeito Eduardo Braide insiste em não conceder reajuste nas passagens.

1 COMENTÁRIO

  1. Pois eu não acho que seja culpa do prefeito, os verdadeiros culpados são os empresários, que usa os trabalhadores para aumentar o preço da passagem

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