São Luís registra a maior inflação do país no acumulado dos dois primeiros meses de 2024

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Em fevereiro, aumento de preços foi o segundo maior

AQUILES EMIR

São Luís repetiu no mês de fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mesmo índice de inflação de janeiro (1,06%), ocupando assim a segunda posição nacional, atrás apenas de Aracaju (SE). Quando são analisados os números dos dois primeiros meses do ano, a capital maranhense aparece aparece em primeiro lugar, com a maior Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) do país: 2,13%,índice 0,88 ponto percentual acima da média nacional, que é 1,25%.

Em fevereiro nas 16 regiões de pesquisa do IBGE houve aumento da inflação, sendo
que a mais elevada taxa foi observada na capital do Sergipe, Aracaju (+1,09%), e, a menor, em Rio Branco, no Acre (+0,26%). Em nível de Brasil, o aumento de preços ao consumidor medido por meio do IPCA se acelerou, haja vista que a alta de preços do mês de fevereiro (0,83%) ficou acima do mês de janeiro (+0,42%).

A inflação acumulada em São Luís nos últimos 12 meses, ou seja, de março de 2023 a fevereiro de 2024, foi de 3,21%, abaixo da do Brasil (4,50%). Nessa base de cálculo, a inflação acumulada de São Luís em 12 meses é a menor dentre as 16 regiões pesquisadas.

O Banco Central do Brasil opera numa meta inflacionária para o ano de 2024 na ordem de 3,0% e, o teto, em 4,50%, ou seja, nos 12 meses está abaixo. Vale observar, porém, que a taxa acumulada em 12 meses para o Brasil vem numa trajetória descendente desde outubro de 2023.

Dos nove grupos de despesa que compõem o IPCA, em oito houve aumento em São Luís no mês de fevereiro, e a exceção ficou com Artigos de Residência (-0,40%). E quanto aos oito, o comportamento foi o seguinte:

  • Educação (+3,90%). Os subitens que foram mais impactantes para essa taxa  foram ensino superior (+4,78%), ensino fundamental (+6,33%), pré-escola (+6,32%) e ensino médio (+6,74%).
  • Habitação (+1,87%). Em relação ao grupo habitação, foram determinantes os subitens gás de botijão (+3,64%), energia elétrica residencial (1,53%), taxa de água e esgoto (+4,89%) e aluguel residencial (+1,27%.
  • Transportes (+1,63%). Neste grupo, os subitens com variação positiva foram gasolina (+5,55%), conserto de automóvel (+0,88%), emplacamento e licença (0,82%) e motocicleta (0,68%).
  • Comunicação (+1,38%); 0,06 p.p. de impacto), com destaque os aumentos de combo de telefonia/internet/tv por assinatura (+3,29%), tv por assinatura (+4,02%) e plano de telefonia móvel (+1,23%).
  • Despesas pessoais (+1.19%)
  • Alimentação e bebidas (+0,70%).Os subitens que mais impactaram foram: frango inteiro (+4,67%), arroz (+1,61%), açaí (+14,43%; lanche (+1,98%), cebola (+3,85%) e algumas frutas como melancia (+8,55%) e banana prata (+2,54%). As carnes vermelhas  tiveram recuo (-0,75%).
  • Saúde e cuidados pessoais (+0,64%).
  • Vestuário (+0,41)

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