Ricardo Murad promete construir ponte do Itaqui à Baixada Ocidental

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AQUILES EMIR

Ao apresentar nesta terça-feira (12) o documento Ricardo Faz, carta de compromissos com que pretende desenvolver sua campanha ao Governo do Estado em 2018, o ex-deputado e ex-secretário estadual de Saúde Ricardo Murad (PRB) anunciou que, se eleito, uma das principais obras que pretende realizar é a construção de uma ponte rodo-ferroviária de 14 quilômetros sobre a Baía de São Marcos, ligando o Porto do Itaqui (em São Luís) a Cujupe (em Alcântara), na Baixada Ocidental Maranhense, como parte do seu projeto “Itaqui 2018: Maranhão de Portas Abertas para o Mundo”.

Segundo ele, com a construção dessa ponte, será possível criar uma ampla infraestrutura de transporte interligando a capital a uma das regiões mais pobres do estado, por onde passarão também vias que vão interligá-la ao Sul do Maranhão e ao Pará. Para mostrar que seu projeto é viável, Murad mostrou exemplos de construções semelhantes na China (Qingdao e Taijin), nos Estados Unidos (Lago Pontchartrain) e em Portugal (Vasco da Gama).

O projeto não é novo, pois foi concebido na década de 1990 quando presidia a Assembleia Legislativa do Estado e já pensava em concorrer ao Governo do Estado. Ele diz que à época não havia a complexidade de rodovias que serão construídas no lado continental, mas ainda assim acha que a ideia é a mesma, ou seja, criar uma nova porta de entrada e saída de São Luís.

Indagado de onde virão os recursos para este projeto ousado, Ricardo Murad acredita que poderá convencer chineses, indianos, árabes e outros povos que têm interesse e necessidade de importar alimentos do Brasil, e o Maranhão hoje se apresenta como um dos lugares mais estratégicos, pois pelo seu porto passam as produções agrícolas do Matopiba (Maranhão, Tocantins Piauí e Bahia), do restante do Centro-Oeste e do Pará.

Para ele, mais difícil vai ser convencer os maranhenses de que isto será feito em tão pouco espaço de tempo (quatro anos), pois “nós sempre nos acostumamos com muito pouco”, mas isto é coisa que vai interessar ao mundo.

Governo – No documento, Ricardo Murad detalha também como pretende montar sua equipe de governo, com apenas dez cargos com status de primeiro escalão: as secretarias de Governo, Economia e Meio Ambiente, Direitos Sociais, Planejamento e Gestão Pública, Fazenda, Segurança Pública e Administração Penitenciária, além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Procuradoria Geral do Estado.

Segundo ele, nenhum setor será esquecido, pois Educação e Saúde, por exemplo, irão para Direitos Sociais; Agricultura, Indústria e Comércio, Turismo etc, para Economia e Meio Ambiente, e assim por diante. Pelo seu projeto, serão criadas subsecretarias em todas as regiões do estado, e estas serão encarregadas de cuidar das escolas, dos hospitais, da infraestrutura, da agropecuária…, “enquanto os secretários ficarão comigo, pensando as ações macro”.

Ricardo disse ainda que vai conversar com outros partidos para costurar uma frente que possa viabilizar sua candidatura, mas não pretende ceder muito desse projeto, pois quem vai julgá-lo é o eleitor, que dirá se quer ou não um governo enxuto, dinâmico e capaz de realizar as obras que a população precisa para o Maranhão se desenvolver.

Indagado por que está se candidatando, já que pertence ao grupo da Família Sarney, que tem como pré-candidata a ex-governadora Roseana, respondeu que “agora chegou a minha vez”. Para ele, no entanto, o seu maior adversário será Flávio Dino, com quem gostaria de disputar o segundo turno, para confrontar o seu projeto com os ideais comunistas do governador.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação