Se Flávio Dino decretar lockdown até pagamento do auxílio emergencial poderá ser suspenso

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Beneficiários do auxílio emergencial na fila da Caixa para sacra R$ 600 (Class Mídia)

AQUILES EMIR

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a ameaçar, nesta segunda-feira (27), decretar um controle ainda mais rígido das atividades econômicas e sociais para tentar conter o avanço da pandemia de coronavírus no Maranhão. Ele, que, na sexta-feira (24), recebeu novo pleito das entidades patronais para determinar um prazo para retomada das atividades empresariais, disse que neste momento o estado está mais para “lockdwon”  do que para reabertura do comércio.

O tom ameaçar foi recebido com preocupação no meio empresarial e político, pois a radicalização do controle da pandemia poderia implicar até na suspensão dos serviços das casas lotéricas e dificultar mais ainda a vida de quem está sendo socorrido pelos R$ 600 do auxílio emergencial criado pelo Governo Federal, já que boa parte recebe o dinheiro em espécie por não dispor de meios eletrônicos para suas operações bancárias. Quanto aos serviços bancários, isto dependeria do Banco Central.

Na semana passada, o governador havia prometido que faria isto, caso o percentual de ocupação dos leitos de UTI chegasse a 80%, e nesta segunda o governo anunciou que apenas seis desses leitos estão disponíveis, sem precisar quanto isto representa do total disponível na rede pública.

Flávio Dino quer endurecer mais ainda as atividades comerciais em São Luís

Caso cumpra a ameaça, Flávio Dino poderá impor em São Luís regras tão duras quanto as adotadas em Wham na China, com possibilidade até de prisão de quem estiver em ambiente público sem justificativa, ficando as pessoas proibidas até mesmo de ir a feiras, praias ou mesmo viajar para fora de sua cidade.

Saiba o que foi permitido e proibido em lugares onde os governos decretaram lockdwon:

O que não pode:

  • As pessoas podem sair de casa apenas para casos essenciais e absolutamente sozinhas.
  • Ônibus, táxi, Uber etc devem ser utilizados apenas para ir ao local de trabalho.
  • Viagens devem ser feitas apenas por motivos essenciais (ver abaixo).
  • As pessoas não podem sair acompanhadas às ruas, mesmo com um integrante da mesma família ou morador da mesma casa.
  • As pessoas ficam proibidas de receber visitas em casa, sejam elas amigos ou familiares.
  • Todas as consultas e cirurgias não essenciais e procedimentos de saúde serão adiados.
  • As pessoas são podem ir a dois tipos de comércio: supermercados e farmácias

O que pode:

  • Sair de casa apenas para trabalho ou assistência social ou outro serviço essencial que não pode ser feito em casa.
  • Comprar alimentos essenciais e utensílios domésticos
  • Comparecer a consultas médicas de urgência.
  • Comprar medicamentos em farmácias.
  • Visitar familiares se for vital, como cuidar de crianças, idosos ou pessoas vulneráveis, mas excluindo as visitas familiares sociais.
  • Fazer um breve exercício físico a 2 km da sua própria casa.

 

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação