Seca moderada avança no Leste do Maranhão, segundo dados do Monitor de Secas da ANA

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Intensidade da seca diminui na Bahia e Sergipe e fica estável em Alagoas e Ceará

Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) indicam que na região Nordeste houve avanço da seca grave no Rio Grande do Norte e da seca moderada no leste do Maranhão e oeste do Piauí, devido à piora nos indicadores do fenômeno, segundo a última atualização do Monitor de Secas de agosto. Por outro lado, devido às chuvas acima da média nos últimos meses, houve um recuo da seca moderada em parte do litoral baiano e da seca fraca no leste pernambucano.

Em termos de área com seca, houve um recuo do fenômeno em Pernambuco e no Piauí. Nos demais estados nordestinos, as porções com seca se mantiveram estáveis.

Entre julho e agosto, a área total com seca no Maranhão se manteve estável em cerca de 70% do estado, sendo seca moderada em 41% do território maranhense e seca fraca em 29%. Com os demais 30% livres do fenômeno, o Maranhão teve a condição de seca menos severa do Nordeste em agosto. No entanto, a condição verificada em agosto foi a mais severa no estado desde novembro de 2020, quando houve seca grave em 4% do território maranhense.

Brasil – Em agosto deste ano, em comparação a julho, a área com seca se expandiu em uma das 21 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor de Secas: Santa Catarina.

Por outro lado, a área com o fenômeno diminuiu em outros três estados: Paraná, Pernambuco e Piauí. Outros 16 não tiveram variação do território com seca (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins).

O Distrito Federal permanece sem registrar o fenômeno desde fevereiro.

Em 12 estados, 100% de seus territórios registraram seca em agosto: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Exceto o DF, que não teve registro de seca no último mês, as demais oito unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor apresentam entre 56,5% e 98,2% de suas áreas com o fenômeno, sendo que para percentuais acima de 99% considera-se a totalidade dos territórios com seca.

Severidade – Em termos de severidade do fenômeno, 14 estados tiveram uma intensificação da severidade da seca em julho: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Nos casos de Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo; foi verificada a situação de seca mais severa no histórico de cada um deles no Monitor.

A região entre o noroeste paulista e o Triângulo Mineiro é a única com seca excepcional – a mais severa na escala do Monitor. Com isso, São Paulo e Minas Gerais são as duas unidades da Federação com seca excepcional respectivamente em 14,83% e 2,74% de seus territórios.

(Com informações da ANA)

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