Sesi adota metodologia inovadora para ensino de ciências no ensino fundamental

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ALINE DIAS

Aprender ciências ficou muito mais fácil na escola do Serviço Social da Indústria (Sesi) Anna Adelaide Belo, em São Luís. Isto porque a professora da disciplina, Luana Amaral, resolveu juntar todo o conteúdo científico com arte. Os alunos do sétimo ano do ensino fundamental, que têm entre 12 e 13 anos, passaram a aprender utilizando manifestações artísticas, como o desenho, por exemplo.

A professora explica que o objetivo é “compreender, na realidade, o conteúdo de ciências em uma visão científica e artística”.

Um dos destaques do projeto foi o resultado da aula sobre as espécies de peixes, em que os alunos assimilaram o conteúdo com desenhos e um álbum de figurinhas, todos feitos por eles. “Eles juntavam a experimentação científica do conteúdo à experimentação artística, usando a criatividade, a habilidade, transformando o conteúdo em algo mais interessante ao ver deles”, destaca.

A utilização de desenhos, música, dança e peças de teatro além de ajudarem no aprendizado de outras disciplinas, desenvolvem diversas habilidades nos estudantes. Entre seus alunos, Luana notou mais organização e melhora na fala, escrita e concentração, o que considera fundamental para a vida dentro e fora da escola.

A professora ainda destaca que o projeto se tornou uma forma de aproximação com a família, já que os alunos passaram a contar com a ajuda dos pais nas tarefas de casa. “Quando a gente trabalha com projetos assim, a gente trabalha com várias habilidades e consegue pontuar de diversas maneiras”, ressalta.

O projeto foi destaque no 3º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, realizado no fim de novembro, em Brasília. No total, 20 projetos foram homenageados por terem gerado impactos positivos no aprendizado dos alunos e, por isso, foram consideradas as melhores práticas pedagógicas de 2018 da rede SESI.

Segundo o gerente executivo do Serviço Social da Indústria, Sérgio Gotti, a escola precisa mudar a maneira de ensinar e se tornar mais atrativa para os estudantes. Esse conceito foi base para todos os projetos homenageados, que partiram do STEAM, uma metodologia que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos.

“Quando nós pensamos, por exemplo, na nossa indústria, quando nós pensamos no comércio, nos serviços, o que a gente observa é que as profissões que vão vir são absolutamente diferentes do que está acontecendo hoje em dia. E se a escola não se preparar para isso e, principalmente, não preparar o aluno para esse futuro, ela vai se distanciar cada vez mais do aluno, da realidade”, explica.

(Agência Rádio Mais)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação