Setor industrial maranhense registra queda no mês de janeiro, segundo Fiema

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A indústria de transformação encerrou 2017 com uma redução de 10,8 pontos no seu volume de produção, marcando 40,5 pontos, ficando, portanto, abaixo do nível considerado satisfatório, 50 pontos, segundo Sondagem Industrial do Maranhão, realizada de 2 a 16 de janeiro e divulgada nesta terça-feira (30) pela Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema). O indicador varia de 0 a 100 e abaixo de 50 sinaliza queda na produção, igual a 50 estabilidade e acima aumento da produção.

De acordo com a pesquisa, apesar de uma aparente estabilidade no número de empregados em relação a novembro, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) apresentou uma redução de quase 10%, comprovando a restrição da utilização dos recursos produtivos, que refletiu na redução da produção. O mês de dezembro manteve a trajetória instável da produção industrial no ano de 2017. O sinal da dificuldade do setor de recuperar um crescimento contínuo e sustentável.

Da mesma forma se comporta o índice em nível nacional, mantendo-se instável durante o ano de 2017 e concluindo dezembro com 42,4 pontos, 7,6 pontos abaixo do nível satisfatório.

O estudo também apontou que o indicador de acesso ao crédito se manteve em nível insatisfatório tanto no Maranhão como em nível nacional, fechando o quarto trimestre em 40,3 e 37,3 pontos, respectivamente. Este fator apresenta-se como um dos vários empecilhos para a retomada de crescimento do setor, já que a ausência da disponibilidade de crédito compromete as obrigações de curto prazo das empresas.

Outro indicador que se manteve em nível insatisfatório foi o do lucro operacional, um sintoma  relevante que pode explicar a trajetória instável da indústria no ano de 2017, impactando negativamente sobre a possibilidade de investimentos para o setor (baixa rentabilidade).

A satisfação financeira ainda permanece em nível insatisfatório, apresentando pouca variação em relação ao último trimestre.

A Sondagem Industrial do Maranhão é elaborada mensalmente pela Fiema em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Participaram da pesquisa indústrias dos segmentos de Alimentos, Vestuário, Couros, Derivados do petróleo, Biocombustíveis, Química, Limpeza e perfumaria, Plásticos, Minerais não metálicos, Metalurgia, Produtos de metal, Veículos automotores, Móveis, Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos, no período de 2 a 16 de janeiro de 2018.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação