Sobre influência de estrangeiros no futebol brasileiro, técnico do Santos fala em globalização

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O Santos apresentou oficialmente nesta quarta-feira (08), no CT Rei Pelé, o técnico português Jesualdo Ferreira, de 73 anos. Com passagens por Porto, Sporting, Benfica, Braga, Zamalek e Al-Sadd, ele chega para substituir o argentino Jorge Sampaoli, que treinou a equipe santista na temporada passada.

Logo no início, Jesualdo falou que se sentiu honrado de ter a diretoria do clube sempre interessada em trazê-lo para o Brasil. “Foi uma honra para mim ser convidado a treinar o Santos. Nunca pensei que fosse capaz de estar em uma situação como essa, de ter um clube e seus representantes dizerem com tanta clareza ‘vem, que nós queremos você’”.

Ele ainda citou que, mesmo sabendo da dificuldade, não recusaria o convite do clube de Pelé. “Com todas as dificuldades que podia sentir, jamais recusaria treinar o clube do Pelé, um clube mítico. A primeira referência do futebol brasileiro. Eu tinha 16 anos e vi o Santos contra o Benfica ser campeão do mundo”, recordou.

Sobre o futebol brasileiro, ele disse que é reconhecido no mundo e que não é de agora que os profissionais estrangeiros olham para o esporte aqui.

“O futebol brasileiro tem muitos anos de implementação no mundo. Não é normal as pessoas olharem para o futebol brasileiro de uma forma diferente. Você sabe também que muitas oportunidades não são tão aproveitadas e outras não dão certo. Futebol brasileiro tem muitos treinadores de qualidade. Sempre teve e sempre vai ter. Essa transformação que está acontecendo não tem a ver com o futebol brasileiro, com o treinador, tem a ver com a globalização do futebol”.

Sobre o modelo de jogo, ele afirmou que, mesmo sendo uma equipe ofensiva e rápida, tem que haver um equilíbrio no estilo tático, mas que conseguirá extrair o melhor dos jogadores para trabalhar como ele gosta.

“O Santos é uma equipe que jogava ofensivamente, uma atitude perfeitamente clara. Uma equipe com jogadores rápidos na frente e mais ou menos a mesma envergadura. Um meio de campo muito mais experiente. E cuidava pouco de sua defesa. Foi uma equipe que me agradou. Gosto dessas equipes. Mas também é verdade que tem de existir um equilíbrio. A minha expectativa é melhorar o que era muito bom e o que também foi pior. São jogadores que me agradam e que me motivam para trabalhar de acordo com o meu modelo”.

O Santos estreia no Paulistão Sicredi 2020 no dia 23 de janeiro, às 19h15, contra o Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro. A equipe está no grupo A, ao lado de Ponte Preta, Oeste e Água Santa.

(Da FPF com foto de Ivan Storti/ Santos FC)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação