Timon e Araioses passam a integrar o semiárido nordestino por decisão da Sudene

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Os municípios maranhenses de Araioses e Timon (foto principal) foram incorporados à região do semiárido nordestino, nesta quinta-feira (23), na XXII Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), realizada em Fortaleza (CE). A partir do próximo ano, eles poderão usufruir de subsídios como financiamentos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) entre outros.

A inclusão foi amplamente debatida na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), em uma iniciativa do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin), junto a órgãos do governo federal e estadual.

“Consideramos uma grande vitória para o nosso estado e para estas cidades essa inclusão no semiárido. Sabemos que vários municípios maranhenses possuem essas características e agora poderão usufruir de benefícios”, destacou o presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves. Inicialmente, o pleito maranhense junto à Sudene era para a incorporação de oito cidades. “Continuaremos a atuar em parceria com a Sudene, governo estadual, federal, a fim de dinamizar projetos e ações que possam fomentar a economia do Nordeste”.

Além de financiamentos do FNE, outros benefícios como o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com linhas de financiamento com taxas a 1% ao ano, fazem parte dos subsídios das cidades que estão no semiárido. “Estes subsídios são instrumentos que podem impulsionar o desenvolvimento econômico dessas regiões”, disse o presidente do COPIN e diretor da Fiema, Luiz Fernando Renner, que também é membro titular do Condel, na condição de representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a Sudene, a inclusão se deu a partir de levantamento técnico produzido por grupo de trabalho interministerial, do qual o Ministério da Integração e a Superintendência fizeram parte. O órgão esclareceu, ainda, que a decisão considerou como critérios o percentual diário de déficit hídrico e índices pluviométrico e de aridez.

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Araioses também está credenciada a receber incentivos especiais da Sudene

Pleito – O tema esteve em pauta na Casa da Indústria Albano Franco, inclusive em ações recentes da Fiema, como o Roadshow Investimento e Desenvolvimento do Nordeste, realizado em parceria com a Sudene, e Associação Nordeste Forte – formada pelas nove Federações das Indústrias da Região Nordeste, no início de novembro.

Na ocasião, o superintendente da Sudene, Marcelo Neves, que esteve no encontro, defendeu uma política especial diferenciada para o Nordeste. “Precisamos repensar a economia do Nordeste com ações articuladas, que possam fortalecer os indicadores sociais e as atividades econômicas. Precisamos de políticas especiais e diferenciadas para que possamos reverter esta ideia de que o Semiárido significa subdesenvolvimento. Podemos ser mais fortes e competitivos com as condições diferenciadas”, enfatizou.

Estudo – Em maio, a Fiema trouxe ao Maranhão, o engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFCE), José de Jesus Sousa Lemos, que tem um amplo estudo na área do semiárido.

A pesquisa trabalha com dados do Censo Demográfico do IBGE de 2010 e os PIB dos municípios publicados pelo IBGE em 2009, levando em consideração os indicadores de exclusão de educação, renda, água, saneamento e coleta de lixo. Os resultados do estudo apresentados na FIEMA apontam que pelo menos quinze (15) municípios maranhenses têm índices (comprovados em série histórica) de aridez compatíveis com o que as Nações Unidas classificam como semiárido.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação