Vacinação contra aftosa no Maranhão começa nesta terça-feira

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AQUILES EMIR

A primeira etapa da campanha 2018 de vacinação contra febre aftosa começa nesta terça-feira (1º) e se estende até o dia 31 de maio na maioria dos estados, dentre eles o Maranhão, e no Distrito Federal. Deverão ser imunizados os rebanhos bovino e bubalimo, de todas as idades, com exceção do Acre, Espírito Santo e Paraná, que devem vacinar somente animais de até 24 meses.

Apesar do início oficial ser hoje, a abertura formal no estado deverá ocorrer na próxima quinta-feira (03), em ações coordenadas pelas regionais da Agência de Defesa Agropecuária (Aged), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura (Sagrima). A grande preocupação deste ano é o rigor do inverno, que pode isolar algumas regiões, dificultando o acesso das equipes que transportam e aplicam a medicação, mas todos os esforços serão feitos para que o prazo seja cumprido, e em caso de algum empecilho, será pedida a prorrogação por mais 15 dias.

Segundo a coordenadora da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Ministério da Agicultura, Eliana Lara Costa, a vacina deve ser aplicada na região da tábua do pescoço, debaixo do couro do animal (região subcutânea), conforme norma internacional. “O Brasil está livre de febre aftosa, mas continua sendo obrigatório vacinar os bovinos e búfalos conforme o calendário oficial de vacinação de cada Estado”, acrescenta.

A expectativa na Aged é atingir nos próximos trinta dias uma cobertura vacinal de 98% do plantel. Segundo o diretor-geral da Agência, Sebastião Anchieta, “o Maranhão é o segundo maior rebanho do Nordeste e tem alcançado elevados níveis de imunização contra Aftosa, ação fundamental para nossa posição de livre exportador para qualquer parte do mundo”, acrescenta.

Para o pecuarista Rodrigo Ataíde, diretor da Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem), a cobertura de vacinação é de extrema importância para a economia do estado. “Sabendo que vai poder exportar, os produtores têm mais garantia para investir e qualificar a sua parte operacional. Isso gera emprego e garante melhores negócios com o fornecimento de uma carne de excelente qualidade”, destaca a condição alcançada pelo Brasil, que este recebe da Organização Mundial de Saúde Animal (EIE) o reconhecimento de livre da doença, apesar de ainda ser obrigado a vacinar seus animais.

Histórico – No ano passado, foram imunizados mais de 98% de todo o rebanho bovino e bubalino do Maranhão, percentual que representa 7.530.569 animais em 90.709 propriedades. Foi o terceiro ano consecutivo nesse percentual.

Imperatriz e Açailândia estão entre os municípios que mais vacinaram, com os índices de 99,57% e de 97,87%, respectivamente. As regionais de Viana, Chapadinha e São Luís foram outros grandes destaques, com o alcance dos índices de vacinação de 100%, 99,97% e 99,77% dos animais da região.

A certificação oficial de que 100% do território nacional é livre da doença com vacinação será conferida ao Brasil ainda este mês em cerimônia realizada em Paris e vai facilitar ainda mais a abertura de novos mercados internacionais para o produto brasileiro. O próximo passo será a última etapa de erradicação da doença, com ampliação da zona livre de febre aftosa sem vacinação, programado para 2023 em todo o Brasil.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação