Veículos da Kia passarão a ser vendidos sem os 30 pontos percentuais a mais do IPI

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2018 Rio

AQUILES EMIR

A partir de janeiro do próximo ano, os veículos da marca Kia passarão a ser comercializados no Brasil sem os 30 pontos percentuais a mais de IPI, acréscimo criado pelo governo federal em 2011 para as montadoras cuja fabricação é 100% fora do país. Para debater as estratégias de venda a partir dessa nova realidade, cerca de 70 concessionários que representam os cem pontos de atendimento no país, foram reunidos neste fim de semana em Montivideo (Uruguai), onde a Kia Motors do Brasil comemorou seus 25 anos de atuação no mercado brasileiro.

Os concessionários, dentre eles Carlos Gaspar, da Auvepar, que representa a marca em São Luís, visitaram na capital uruguaia a linha de montagem do caminhão leve Bongo. Gaspar não esconde seu otimismo com essa nova fase, pois acredita numa recuperação extraordinária nas vendas devido a paridade de preços como os concorrentes diretos, lembrando que, apesar da limitação imposta pelo governo, a coreana é a marca importada mais vendida no Maranhão.

A comemoração dos 25 anos da Kia é considerada um momento especial para o representante oficial da marca, o Grupo Gandini, maior importadora sem fábrica no País. A sua história é dividida em três etapas. Em 30 de junho de 1992, foi constituída a Kia Motors Brasil, e o início das operações deu-se em janeiro de 1993, quando ainda era desconhecida no cenário internacional, e muito particularmente no Brasil. Começou com a comercialização o utilitário Best A e do Ceres. Depois vieram o K-3700 e o Sportage a Diesel. Os primeiros ensaios na área de automóveis chegaram com o Sephia e o Clarus, até a chegada do designer Peter Schreyer, em 2006, quando os primeiros produtos up-to-date passaram a compor o portifólio da Kia Motors.

Nessa transição, o presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, teve de mudar radicalmente o perfil dos concessionários e das concessionárias. De atendimento a consumidores de veículos de trabalho para veículos de passeio e sport-utilities.

Transição – A terceira fase foi caracterizada pelo boom de vendas e a consolidação da marca em 2011, ano em que comercializou 80 mil unidades no atacado e 77 mil licenciadas aos consumidores finais. Naquele ano, porém, foi surpreendida pela instituição dos 30 pontos percentuais no IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. E, mais tarde, no dia 3 de outubro de 2012, perpetuados pelo Programa Inovar-Auto. Um ano antes, no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em 2010, o design e a tecnologia de motorização dos carros da Kia Motors eram admirados por presidentes de montadoras “nacionais” e de importadoras.

Nesses 25 anos, a Kia Motors do Brasil comercializou mais de 400 mil unidades. O Grupo Gandini, representante oficial da marca sul-coreana, iniciou – em 2010 – a montagem do caminhão Bongo em Montevidéu, Uruguai, cuja produção majoritária de 95% é destinada ao mercado brasileiro.

“É muito importante e muito especial comemorarmos os 25 anos ininterruptos de atividades da Kia Motors do Brasil”, argumenta José Luiz Gandini, “mas é muito mais importante vislumbrar o futuro próximo, ou seja, a partir de 1º de janeiro de 2018, data em que teremos a paridade tributária com os carros aqui fabricados. Sem os 30 pontos percentuais, não tenho dúvidas de que a marca Kia volta a ter força, o suficiente para recuperar a Rede Autorizada de Concessionárias, duramente castigada nos últimos cinco anos, e também de atender aos consumidores brasileiros, que querem ter opção de escolha, para melhor. Os mercados fechados só prejudicam os consumidores”.

Ainda limitada pela cota anual de 4.800 unidades/ano sem os 30 pontos percentuais, a montadora deve fechar o ano de 2017 com cerca de 10.000 unidades, mas as projeções para 2018 indicam 20 mil unidades, “um alento depois de cinco anos de quedas sucessivas”, analisa José Luiz Gandini. Esse número será justificado por importantes lançamentos, em 2018, como no novo Picanto, Rio, um novo SUV de pequeno porte e o Optima GDI.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação