Grupo Venâncio se dispõe a investir R$ 17 milhões para recuperar o Palácio do Comércio

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AQUILES EMIR

O Grupo Venâncio, um dos mais tradicionais do ramo imobiliário do Distrito Federal, está disposto a investir R$ 17 milhões na recuperação do Palácio do Comércio, localizado na Avenida Pedro II (esquina com Praça Benedito Leite), onde, por muitos anos, funcionou o Hotel Central. O projeto será detalhado na próxima quinta-feira (19), à noite, pelo presidente da Associação Comercial do Maranhão, Felipe Mussalém, na festa de sua despedida do cargo, no Golden Calhau.

O prédio está desocupado em toda a área que serviu como hotelaria há cerca de 20 anos, e várias alternativas fora tentadas para evitar sua deterioração, porém a mais viável, na interpretação de Mussalém, foi a apresentada pelo Grupo Venâncio, já que a Associação Comercial, que é sua proprietária, não desembolsará dinheiro e terá seu patrimônio recuperado, conservado e valorizado, bem como ainda terá uma receita pela cessão.

Para que as obras sejam iniciadas, no entanto, a empresa que se propõe a recuperar o edifício precisa de uma garantia pelo investimento, ou seja, tem de encontrar algum locatário (governo, faculdade, administradora de condomínio etc) que pague o aluguel por pelo menos vinte anos, período suficiente para recuperar o investimento e ter retorno por ele.

No valor estimado, estão incluídas as taxas para licenças ambiental, Conselho Regional de Engenharia (Crea), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e outras despesas para desembaraço da obra.

O Grupo Venâncio é o mesmo que recuperou o Edifício João Goulart (ex-sede da Superintendência do INSS), também localizado na Pedro II, mas para esta obra contou com um aliado de peso, o Governo do Estado, que deverá transferir para ele diversas repartições, algumas até instaladas em prédios próprios do Estado, como são as do Complexo Administrativo do Calhau.

A ocupação João Goulart é um dos itens do projeto de valorização do Centro Histórico, pelo qual pretende-se dar vida nova à área tombada da cidade, com a volta de empresário do comércio e outros estabelecimentos.

O Palácio do Comércio é uma construção dos anos 1940 e foi erguido pela Associação Comercial para ser servir de sede da entidade, reunir um conjunto de lojas e dar a São Luís um hotel de qualidade. Hoje, além da tradicional ACM, ainda funcionam alguns estabelecimentos de comércio e uma loja de informação turística da Prefeitura.

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

1 COMENTÁRIO

  1. Mais importante é que a politica de segurança tenha um plano pata o Centro que se tornou refém de assaltos,usuários de drogas , sem tetos, e assassinatos. Nitidamente o centrou deteriou e ñ oferece nenhuma qualidade de vida. Falo porquê moro no centro desde criança.

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