Recuperação de crédito sobe 2,6%, mas ainda acumula queda no ano

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O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista – registrou alta de 2,6% em abril contra março, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2018, porém, houve diminuição de 5,4%, de forma que, no ano, o indicador acumula queda de 6,2%. Em termos regionais, o acumulado do ano apresenta alta apenas na região Norte (3,6%).

Em sentido oposto, na região Sul foi registrada a maior redução (-14,7%), seguida do Sudeste (-5,8%), Centro-Oeste (-5,3%) e Nordeste (-2,8%). Na comparação mensal, houve alta em todas as regiões.

Se, por um lado, o indicador de inadimplência vem apresentando queda em 12 meses, sugerindo que boa parte dos consumidores estão conseguindo manter em dia o pagamento de novas dívidas, por outro lado, o indicador de recuperação também segue em queda nessa base de comparação (1% em abril), sinalizando dificuldade dos endividados de reequilibrarem a sua situação financeira.

Os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra, somados ao fraco crescimento da renda, ajudam a explicar a tendência de queda da recuperação de crédito. Apesar da alta de abril, que, em si, é uma notícia positiva, ainda é cedo para falar em mudança de tendência, uma vez que não há qualquer indício de alteração consistente na situação do mercado de trabalho.

Metodologia – O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal.

Em janeiro de 2014 houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

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