Naufrágio deixa pelo menos 50 migrantes e refugiados desaparecidos na Grécia

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Embarcação teria partido da Turquia com destino a Itália

A Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, está trabalhando numa operação de busca e resgate após um barco naufragar próximo à ilha grega de Rodes, no Mar Egeu, nesta quarta-feira. A embarcação transportava migrantes e refugiados.

Segundo o escritório da ONU na Grécia, as autoridades do país acreditam que pelo menos 50 pessoas estejam desaparecidas após o acidente.

Após este naufrágio, uma operação de busca e salvamento foi iniciada na ilha de Karpatos, a sudeste de onde ocorreu o acidente. Segundo o Acnur, 29 sobreviventes foram resgatados até o momento.

As autoridades gregas informaram que a embarcação partiu da cidade turca de Anatólia e os resgatados são do Afeganistão, Iraque e Irã. Havia cerca de 60 a 80 pessoas a bordo na hora do naufrágio.

Segundo agências de notícias, as vítimas afirmam que estavam indo para a Itália.

Rotas perigosas – A travessia entre as ilhas gregas e as costas turcas no Mar Egeu, no Mediterrâneo, é muitas vezes perigosa, custando a vida de muitos migrantes e refugiados que tentam atravessar para a Europa em barcos improvisados.

De acordo com a Organização Internacional para Migrações, OIM, 64 pessoas morreram na região neste ano. No ano passado, foram 111 vítimas fatais.

Segundo dados da OIM, o último naufrágio no Mar Egeu ocorreu em 19 de junho e oito pessoas morreram na ilha de Mykonos, também na Grécia.

Embora o número de refugiados e migrantes, que cruzam o Mediterrâneo para chegar à Europa, seja menor do que em 2015, essas viagens são cada vez mais mortais.

No total, o Acnur registrou 945 mortos e desaparecidos desde o início de 2022. Ao longo de 2021, a ONU contou mais 3 mil migrantes e refugiados mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo.

(ONU News)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação