“Apagão de vacinas” não se confirma, novas doses são distribuídas

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Produção brasileira deve começar ainda no mês de maio

A semana começa com o envio de mais uma remessa de vacinas Covid-19 para todo o Brasil pelo Ministério da Saúde, que irá distribuir, a partir da madrugada de terça-feira (18), 6,4 milhões de doses: 4,7 milhões da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz; 1,08 milhão da Coronavac/Butantan; e 647 mil da Pfizer/BioNTech. Também nesta segunda-feira (17), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) garantiu a produção de mais 12 milhões de doses com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que chegará da China dias 22 e 29.

Semana passada, foi especulado que problemas diplomáticas estariam inviabilizando a remessa de novos IFAs, o que a China nega, pois teria havido apenas sobrecarga de envios de matéria prima.

Na distribuição que começa nesta terça, as doses do Butantan são destinadas à aplicação da segunda dose, de acordo com as solicitações apresentadas por 12 estados. Outras 15 Unidades Federativas que não possuíam mais pendências para conclusão do esquema vacinal da Coronavac foram atendidas com doses da AstraZeneca/Fiocruz para compensação.

Já as vacinas da Pfizer são destinadas para a primeira dose de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades, e pessoas com deficiência permanente. O novo lote da vacina da Fiocruz é destinado para segunda dose de idosos entre 60 e 69 anos. As orientações sobre a vacinação estão no 18º informe técnico. Acesse aqui a quantidade de doses para cada Unidade Federativa.

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Produção – Além da produção de 12 milhões de doses, a Fiocruz estima a entrega de  mais 18 milhões de doses da AstraZeneca até meados de junho. No momento, esses imunizantes estão em processo de controle de qualidade na instituição, no Rio de Janeiro.

Durante a visita, o ministro da Saúde destacou que o Brasil tem uma estrutura capacitada para produzir vacinas com tecnologia totalmente nacional e que esse é um grande diferencial. “É a esperança para a população e para pôr fim à pandemia”, disse. Queiroga também pediu a colaboração da indústria para a compra de insumos a fim de aumentar a testagem no Brasil e para adquirir equipamentos de proteção como máscaras e álcool em gel.

O ministro enfatizou que está atento e monitora a evolução da doença no país. Também lembrou que as metas de vacinação estão sendo cumpridas. “Temos o desafio de cessar a pandemia de Covid-19 e a solução está aqui”, disse.

A unidade produtora está localizada no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), na unidade da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Até o momento, cerca de 35 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford, produzidas com IFA importado, já foram entregues pela instituição para distribuição a todos os estados e ao Distrito Federal.

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Brasileira – A expectativa é que a produção da vacina Covid-19, 100% brasileira, comece a ser feita ainda no mês de maio e a ser entregue para distribuição no segundo semestre. Além disso, a Fiocruz segue com os trâmites finais para a assinatura do Acordo de Transferência de Tecnologia com a AstraZeneca. No segundo semestre, a instituição deve entregar mais 110 milhões de doses.

Participaram também da visita às instalações da Fiocruz o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Govêa Vieira; o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Sergio Okane; a futura secretária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo; e o secretário-executivo adjunto do Ministério da Economia, Miguel Ragone.

 

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação