Itaqui tem melhor desempenho no terceiro trimestre, segundo Antaq

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Os últimos números da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) sobre o desempenho dos portos, entre janeiro e outubro, indicam que a movimentação de cargas no Porto do Itaqui registrou um volume de 18,4 milhões de toneladas, o que o coloca em 11º lugar no ranking geral e em 6º entre os portos públicos. Nesta segunda-feira (24), no entanto, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) informou que essa movimentação já atingiu uma marca superior a 21,843.305 milhões de toneladas de cargas.

Ainda de acordo com a Antaq em seu penúltimo Boletim Informativo Aquaviário, editado ao cada final de trimestre, a movimentação portuária brasileira cresceu 3,7% no terceiro trimestre em relação a igual período do ano passado, somando 295,2 milhões de toneladas movimentadas. O resultado representa aumento de 11 milhões de toneladas no comparativo entre os períodos. Os números são do Boletim Informativo Aquaviário do 3º Trimestre de 2018, produzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Os dez principais portos públicos em movimentação de cargas brutas operaram aproximadamente 85,9 milhões de toneladas. O número corresponde a 87% da movimentação total dos 30 portos organizados que registraram movimento de cargas no terceiro trimestre de 2018.

Considerando o crescimento percentual da tonelagem bruta movimentada, os destaques entre as instalações públicas no terceiro trimestre de 2018 foram dos portos de Itaqui (Maranhão): +21,6%; Itaguaí (Rio de Janeiro): +7,5%; e Rio Grande (Rio Grande do Sul): +10,6%. Já entre os que apresentaram queda na movimentação, os destaques foram Santarém (Pará): -20,2% e Vila do Conde (Pará): -48,8%. Vale ressaltar que, com este desempenho, o Itaqui ultrapassou Suape, em Pernambuco, e passou a ocupar o quinto lugar no ranking dos portos públicos.

Líder de movimentação de cargas no ranking dos portos públicos, o porto de Santos movimentou 28,6 milhões de toneladas no período, com recuo de 2,8% referente ao terceiro trimestre de 2017. Tal cenário deve-se em parte ao desempenho local da movimentação de açúcar, que apresentou queda de 31,9% no acumulado do trimestre.

Confira a movimentação dos principais portos públicos em milhões de toneladas:

  • Santos (SP) – 28,6 ▼ 2,8%
  • Itaguaí (RJ) – 14,6 ▲ 7,5%
  • Paranaguá (PR) – 13,1 ▼ 3,0%
  • Rio Grande (RS) –  7,8 ▲ 10,6%
  • Itaqui (MA) –  6,7 ▲ 21,6%
  • Suape (PE) – 6,0 ▲ 1,5%
  • São Francisco do Sul (SC) –  3,1 ▼ 3,5%
  • Vila do Conde (PA) –  2,2 ▼ 48,8%
  • Santarém (PA) – 1,8 ▼ 20,2%
  • Aratu (BA) – 1,8 ▼ 11,1%

Para o gerente da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho (GEA) da Antaq, Fernando Serra, o resultado mais uma vez reflete a capacidade do setor para atender às demandas do mercado interno e externo. “Esse crescimento mostra que os portos brasileiros, apesar dos problemas conhecidos sobre infraestruturas de acesso, ainda possuem capacidade para suportar o crescimento das cargas domésticas e das exportações e importações brasileiras”, observou.

Neste terceiro trimestre, foram movimentados nos terminais privados 196,4 milhões de toneladas, representando uma participação de 66,5% do total de cargas movimentadas no país. Os portos públicos, por sua vez, movimentaram 98,8 milhões de toneladas, com uma participação de 33,5% do total de cargas movimentadas.

Fernando Serra: “Esse crescimento reflete a capacidade do setor em atender a demanda”. Fotos: APPA e CCS/ARI/ANTAQ.

A movimentação de cargas nos portos privados foi de 196,4 milhões de toneladas brutas, valor 5,5% maior do que o registrado no terceiro trimestre de 2017. Segundo o Boletim da ANTAQ, esse bom resultado reflete o aumento na movimentação de minério de ferro (+9,3%), soja (+17,2%) e carvão mineral (+18,4%).

Entre os portos privados, o principal destaque foi o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, que teve alta de 25,8%, um incremento de aproximadamente 11,4 milhões de toneladas na comparação com o terceiro trimestre de 2017.

Perfis de carga – Em relação aos perfis de carga, o granel sólido continuou com participação expressiva no total movimentado pelo conjunto de instalações portuárias do país (64,3%). No terceiro trimestre deste ano foram movimentados nos portos organizados e terminais privados 189,8 milhões de toneladas brutas de granéis sólidos, aumento de 2,2% na comparação com igual período do ano anterior.

Já entre as mercadorias de maior movimentação no terceiro trimestre deste ano, destaque para o minério de ferro, com 110,6 milhões de toneladas movimentadas (+9,1%), petróleo e derivados, com 50,7 milhões de toneladas (+1,8%); e contêineres, com 29,8 milhões de toneladas, crescimento de 3,5% em relação a igual período de 2017. A soja foi a quarta carga mais movimentada, com 21,8 milhões de toneladas e aumento de 28,6% no período. Já o milho, que foi a quinta carga mais movimentada, com 13,4 milhões de toneladas, apresentou queda expressiva de 32,4%.

Tipos de navegação – As cargas de Longo Curso apresentaram movimento de 221 milhões de toneladas, o que representou, no geral, aumento de 4,1%, quando comparado ao terceiro trimestre de 2017, sendo 39,9 milhões de toneladas de cargas de importação e 181,1 milhões de toneladas de cargas de exportação. Este último movimento representou 82,0% do total de cargas movimentadas por esse tipo de navegação.

A China foi o principal destino das mercadorias brasileiras, representando 50,9% das nossas exportações. Já quanto às importações, o principal parceiro comercial foram os EUA, responsáveis por 22,4% da movimentação que chega aos portos brasileiros.

A movimentação na navegação por cabotagem registrou crescimento de 1,7% quando comparado a igual período do ano anterior. Esse percentual correspondeu a 940 mil toneladas acrescidas no trimestre, perfazendo um total de 57,6 milhões de toneladas movimentadas.

Na navegação interior, a movimentação portuária correspondeu a 15,5 milhões de toneladas, representando aumento de 5,1% no comparativo dos terceiros trimestres de 2017/2018. Esse bom desempenho se deveu ao crescimento de 16,2% na movimentação de soja e de 189,8% na movimentação de Pasta de celulose, e, ainda, à boa performance da Bauxita, que registrou aumento de 799,9% no terceiro trimestre deste ano na comparação com igual período de 2017.

(Com dados da Antaq)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação