Maranhão acumula uma das maiores taxas de subutilização da força de trabalho, diz o IBGE

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O Maranhão apresentou, no primeiro trimestre deste ano, uma das maiores taxas de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que identificou um aumento de 24,7% dessa subutilização no país, o que representa 27,7 milhões de pessoas.

De acordo com a estática, essa é a maior taxa desde 2012 e os estados com maior contingente de subutilizados são Bahia (40,5%), Piauí (39,7%), Alagoas (38,2%) e Maranhão (37,4%), enquanto Santa Catarina (10,8%), Rio Grande do Sul (15,5%), Mato Grosso (16,0%) e Paraná (17,6%) têm as menores.

Na comparação com o quarto trimestre de 2017, a taxa de desocupação subiu em todas as regiões: Norte (de 11,3% para 12,7%), Nordeste (de 13,8% para 15,9%), Sudeste (de 12,6% para 13,8%), Sul (de 7,7% para 8,4%) e Centro-Oeste (de 9,4% para 10,5%). Na comparação anual, a taxa recuou em todas as regiões.

As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%). As menores estão em Santa Catarina (6,5%): Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).

Sobre o contingente de desalentados (aqueles que estão a procura de emprego), o contingente é de 4,6 milhões de pessoas, o maior da série histórica. No último tri de 2017, eram 4,3 milhões de pessoas nesta situação. Entre as unidades da federação, Alagoas tinha a maior taxa de desalento (17,0%) e Rio de Janeiro e Santa Catarina, a menor (0,8%, ambos).

Taxa de desocupação – No Brasil, a taxa de desocupação, no 1º trimestre de 2018, foi estimada em 13,1%. Este indicador cresceu 1,3 p.p. em relação ao 4º trimestre de 2017 (11,8%). Quando comparada com o 1º trimestre de 2017 (13,7%), houve redução de 0,6 ponto percentual

Ao longo de toda série, o Nordeste apresenta as maiores taxas de desocupação, tendo registrado, no 1º trimestre de 2018, uma taxa de 15,9%. A região Sul teve a menor taxa (8,4%). Frente ao 4º trimestre de 2017, a taxa de desocupação aumentou em todas as regiões. O Nordeste teve a variação mais alta (2,1 p.p.) e o Sul, a menor (de 0,7 p.p.). Na comparação anual, este indicador recuou nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste e ficou estável no Nordeste e Sudeste.

As unidades da federação com as maiores taxas de desocupação, no primeiro trimestre de 2018, foram Amapá (21,5), Bahia (17,9%) Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%). As menores taxas de desocupação foram observadas em Santa Catarina (6,5%) Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).

Medidas de Subutilização da Força de Trabalho (%)
Unidades da Federação  Taxa de Desocupação  Taxa  de subocupação  Taxa de desocupação  Taxa total de subutilização  Taxa de Desalento
1º trimestre 1º trimestre 1º trimestre 1º trimestre 1º trimestre
2017 2018 2017 2018 2017 2018 2017 2018 2017 2018
Brasil 13,7 13,1 18,8 19,1 19,3 19,2 24,1 24,7 3,7 4,1
Norte 14,2 12,7 20,2 20,0 22,0 22,1 27,4 28,6 5,0 5,9
Rondônia 8,0 10,4 11,0 14,6 12,5 13,7 15,3 17,8 2,8 2,3
Acre 15,9 14,4 18,9 20,5 24,6 25,0 27,3 30,3 5,6 7,5
Amazonas 17,7 13,9 21,9 19,2 24,1 21,8 27,9 26,6 4,4 5,2
Roraima 10,3 10,3 14,8 14,7 18,8 19,0 22,9 22,9 4,0 5,6
Pará 13,8 12,2 22,2 22,2 23,1 24,1 30,6 32,7 5,7 7,2
Amapá 18,5 21,5 22,8 25,5 27,0 27,8 30,9 31,5 6,6 4,3
Tocantins 12,6 11,0 16,4 16,1 19,0 18,1 22,5 22,8 4,8 4,7
Nordeste 16,3 15,9 25,6 26,5 26,9 27,2 35,1 36,4 8,8 9,7
Maranhão   15,0 15,6 24,6 24,5 28,2 30,0 36,4 37,4 11,2 13,3
Piauí 12,6 13,2 29,7 28,3 25,7 27,0 40,3 39,7 10,1 11,2
Ceará 14,3 12,8 21,8 22,0 23,2 22,5 30,0 30,6 7,2 7,2
Rio Grande do Norte 16,3 14,9 24,8 25,1 27,2 27,4 34,6 36,1 8,9 10,1
Paraíba 13,2 11,7 23,2 21,9 24,7 23,7 33,4 32,5 9,4 10,3
Pernambuco 17,1 17,7 23,6 26,6 25,8 25,9 31,6 33,8 7,6 7,1
Alagoas 17,5 17,7 23,3 23,2 30,3 33,8 35,2 38,2 12,8 17,0
Sergipe 16,1 17,1 26,2 29,1 25,6 25,8 34,6 36,6 8,5 8,3
Bahia 18,6 17,9 29,5 30,9 29,1 29,3 38,6 40,5 8,2 9,7
Sudeste 14,2 13,8 17,8 18,1 17,5 17,3 21,0 21,4 1,8 1,9
Minas Gerais 13,7 12,6 19,4 19,2 19,0 18,3 24,4 24,4 3,2 3,4
Espírito Santo 14,4 12,5 17,3 16,4 17,6 16,3 20,3 20,0 1,6 1,8
Rio de Janeiro 14,5 15,0 16,1 17,2 16,4 16,9 17,9 19,0 0,8 0,8
São Paulo 14,2 14,0 17,7 18,0 17,2 17,1 20,5 21,0 1,5 1,5
Sul 9,3 8,4 12,6 12,4 12,0 11,3 15,3 15,2 1,2 1,1
Paraná 10,3 9,6 14,0 14,2 13,7 13,2 17,3 17,6 1,7 1,5
Santa Catarina 7,9 6,5 9,5 8,9 9,6 8,5 11,1 10,8 0,6 0,8
Rio Grande do Sul 9,1 8,5 13,2 12,8 11,9 11,3 15,8 15,5 1,1 1,0
Centro-Oeste 12,0 10,5 15,1 14,3 15,4 14,8 18,3 18,4 1,5 2,1
Mato Grosso do Sul 9,8 8,4 13,7 12,5 14,2 13,8 18,0 17,7 2,3 2,6
Mato Grosso 10,5 9,3 12,5 12,3 13,4 13,1 15,3 16,0 1,3 2,2
Goiás 12,7 10,2 15,8 14,4 16,2 14,2 19,2 18,1 1,6 2,0
Distrito Federal 14,1 14,0 17,3 17,6 16,5 18,4 19,6 21,9 0,7 1,6
Fonte: PNAD Contínua

 

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação